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TI Verde no Brasil: A tendência chegou ou não?

A onda verde chega e produz efeitos na área de TI. Resta saber como usuários e fornecedores estão se preparando para ingressar na era da TI verde.

Por Flávia Yuri, do COMPUTERWORLD

16 de abril de 2008 - 07h30
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Empresas do mundo todo já se convenceram de que ser sustentável não é mais questão de opção ou bom mocismo. Ser responsável pelo impacto produzido por suas operações no meio ambiente e trabalhar para minimizá-lo tornou-se obrigação cobrada pelos consumidores e, monetariamente, reconhecida pela sociedade.

Desde 2002, empresas listadas no índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), o principal índice do setor, tiveram valorização superior ao Dow Jones tradicional.

Esse reconhecimento já chegou ao Brasil. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) lançou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) em dezembro de 2005. Gigantes como Aracruz, Cemig e Banco Itaú criaram verdadeiros sistemas de gestão para marcar território no mapa da gestão verde.

Reportagem especial: TI Verde no Brasil
> Quatro exemplos reais de TI Verde em empresas brasileiras
> Está na hora dos fornecedores fazerem a lição de casa

Não faltam estudos e previsões que ressaltem a importância de as empresas implantarem gestão verde em suas operações de tecnologia. Um levantamento do Laurence Labs mostra que redes de computadores em escritórios são responsáveis por 3% do consumo total de energia dos Estados Unidos.

De acordo com os dados da Apel Gestão de Projetos, divulgados durante o workshop Green IT realizado pela Febraban, enquanto um veículo consome duas vezes seu peso em matérias primas e insumos, um microcomputador com periféricos e peso médio de 24 quilos demanda nada menos do que 1,8 tonelada em recursos naturais e peças para ser fabricado.

O processo de produção do microcomputador exige 10 vezes seu peso em combustíveis fósseis e 1,5 mil litros de água para ser concluído. Apenas um chip de memória randômica consome 1,7 quilo de combustível fóssil ou 400 vezes seu peso. Segundo o Gartner, até 2012, três dos dez principais critérios de compra de tecnologia das empresas serão exigências sobre medidas que respeitem o meio ambiente.

Sobram motivos para as empresas invistir em uma política consistente para TI Verde. Acompanhe a continuação da reportagem especial sobre como CIOs e fornecedores de tecnologia no Brasil estão se preparando para integrar a onda verde.

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