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Terceirização de manutenção de sistemas legados de bancos cresce 27%

Febraban aponta avanço do outsorcing nesta área entre 2006 e 2007, mas mostra retrocesso na terceirização de serviços de fábrica de software.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

27 de maio de 2008 - 17h15
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O outsorcing da manutenção de sistemas legados teve o maior crescimento no setor bancário entre 2006 e 2007, alta de 27%. Já Fábricas de software, por outro lado, tiveram uma queda no ano de 12%.

As informações são parte da pesquisa "O setor bancário em números", divulgada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta terça-feira (27/05).

Para Luiz Marques, consultor da Febraban, o avanço da terceirização na manutenção de sistemas legados e a retração dos serviços de fábrica de software podem ter relação direta.

"Cada vez mais os bancos querem terceirizar o processo como um todo", pondera, esclarecendo que, em geral, serviços de fábrica de software são contratados quando o banco já fez a especificação do software e terceiriza apenas a programação da aplicação.

Serviços de telecomunicações e de impressão são os mais terceirizados pelo setor bancário - respectivamente 74% e 73% dos bancos confirmaram terceirizar essas atividades em 2007.

O estudo da Febraban considera incipiente a terceirização do tratamento de operações de back office. Apenas 7% dos bancos afirmaram adotar esta prática, que aparece em último lugar em percentual de utilização pelas instituições bancárias.

Equipamentos: destaque para PPAs, Blackberry e discos

Em relação aos recursos computacionais dos bancos, pela primeira vez a pesquisa revela números sobre o uso de servidores Linux/Unix e Windows em pontos de atendimento. Em 2007, o setor bancário contava com 5.719 equipamentos do tipo com Linux/Unix e 16.698 com o sistema da Microsoft. "A participação do Linux é expressiva, mas poderia ser maior", analisa Carlos Eduardo Correia da Fonseca, diretor de tecnologia da Febraban.

O total de PPAs/Blackberry's e aparelhos semelhantes usados pelas instituições bancárias teve o maior crescimento entre os recursos computacionais dos bancos: 46% entre 2006 e 2007. Este tipo de equipamento passou de 8.360 unidades em 2006 para 12.206, em 2007. O tipo de equipamento que aparece em segundo lugar no crescimento ano a ano, com 34%, são discos computacionais, que totalizam 7.010 terabytes de capacidade. "Os discos não são mais apenas para armazenar dados, mas para transformá-los em informação", analisa Marques.

A pesquisa é realizada anualmente e apresenta 11 macrotemas, com mais de 90 variáveis, como clientes com internet banking, volume e descrição de gastos e investimentos dos bancos em tecnologia, entre outros.

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