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Nova versão do Firefox não atende principal demanda dos CIOs, diz Symantec

De acordo com a Symantec, falta de ferramentas para o gerenciamento do navegador impede sua adoção nas empresas. Sem atualizações, browser representa riscos.

Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD

17 de junho de 2008 - 19h10
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A nova versão do Firefox, disponibilizada nesta terça-feira (17/06) pela Mozilla, traz uma série de atualizações. Mas, a principal demanda dos CIOs não foi atendida: ferramentas de gerenciamento.

Segundo Vladimir Amarante, engenheiro de sistemas da Symantec, essa questão é fundamental para a adoção do navegador em ambientes corporativos. “O melhor browser é aquele que a empresa pode gerenciar”, determina o engenheiro.

O problema, explica Amarante, é que sem a possibilidade de atualizar os patches de segurança automaticamente, o navegador passa a representar um risco à segurança.

De acordo com o último Relatório de Ameaças à Segurança na Internet, estudo conduzido semestralmente pela empresa, metade das vulnerabilidades de alto risco registradas em sistemas operacionais da Microsoft e Sun estavam nos browsers.

O Firefox apresentou 88 vulnerabilidades, contra 18 do Internet Explorer. Mas, de acordo com Amarante, isso não significa que o navegador é menos seguro. “Na maioria das vezes, as vulnerabilidades são descobertas pela própria comunidade, que rapidamente disponibiliza uma atualização”, explica.

No caso do navegador da Microsoft, muitas vezes as falhas são identificadas após um ataque, fazendo a empresa ter de correr para fornecer uma solução. Por outro lado, a possibilidade de que o Firefox não seja atualizado é maior, já que é o próprio usuário o responsável pela tarefa.

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Julio Pagani, analista sênior de software da consultoria IDC, diz que a concorrência entre os navegadores deve continuar a crescer. “A repercussão desse lançamento é uma enorme publicidade. Os usuários vão, cada vez mais, saber que existe opção além do IE”, aponta Pagani.

Entre as empresas, essa migração só deve ocorrer com mais rapidez na medida em que as corporações enxergarem os benefícios do software livre. De acordo com Pagani, essa questão do gerenciamento poderia ser facilmente resolvida com o desenvolvimento de um sistema para atualização. “Mas as companhias ainda não viram valor nisso”, diz.

Opinião do Leitor [6 comentários]

Medo

Não sou especialista em segurança de informação, mas sempre ouvi dizer e também experimentei a não vulnerabilidade do Firefox. Tenho minhas dúvidas quanto ao IE ser mais seguro que o FF, contrariando o que alguns especialistas dizem, conforme a matéria. Também não consegui entender muito bem o que os CIOs querem dizer com "gerenciamento", visto que o Firefox é totalmente gerenciável e customizável, além de ter atualizações liberadas com muito mais frequência que o IE.
Na verdade o medo do "boom" dos softwares livres é que mobiliza as grandes corporações a sutilmente denegrirem a imagem de tais: empresas de segurança digital perdem mercado ao passo que os browsers livres se tornam muito mais seguros, desenvolvedores de browsers proprietários perdem mercado, grandes corporações que investiram razoável quantia em software pago se sentem lesadas ao verem os open source se tornando cada vez mais robustos, etc.
Teorias da conspiração? Acho que não!
Geovane - 29 Jul 2008, 19h26

IE, o mais usado e mais vulnerável...

Caro Rodrigo e tb a moça que respondeu... tomei por base as recomendações que foram publicadas nos últimos 12 meses por analistas de segurança recomendando migração temporária do IE para outros browsers mais seguros como o FF e Opera, tantas e extensas eram a vulnerabilidades do IE, ainda sem solução. Esses alertas foram divulgados pela Secunia, pelo Sans Institute, pelo CAIS e outros. Hoje, na Open Source Vulnerability Database, osvdb.org, fazendo-se uma pesquisa pelas vulneralibilidades reportadas obtem-se 300 referências para o IE, 193 para o FF e 106 para o Opera. Certamente existem mais para todos, mas nunca me lembro ter visto o IE fora do topo da lista dos browsers mais vulneráveis. Por isso, me surpreendeu a notícia da Symantec. Quem sabe se não fizeram o estudo no momento do lançamento do pacote de correções do IE... Para ser mais imparcial um estudo deste tipo deveria se referenciar a um período, pelos menos os últimos 12 meses, e indicar dados de comprovação. Penso eu.
Erick - 18 Jun 2008, 21h27

Título x Conteúdo

Caro Rodrigo,

É uma pena que a sua resposta, assim como as matérias, focam detalhes.
Os títulos das matérias (Dificuldade de administrar e cultura atrapalham uso do Firefox nas empresas, e, Nova versão do Firefox não atende principal demanda dos CIOs, diz Symantec) induzem as pessoas a não experimentar o Firefox.
É de se estranhar que não tenha uma matéria de algo pró firefox em destaque.
É de se estranhar que estejam como matérias mais lidas e com quase nada de comentários.
A conclusão que tenho é que, mais uma vez, aparenta ser a velha técnica de indução via um Título que no Conteúdo não é bem assim.
O fato é que a maioria das pessoas vão ler somente os títulos e vão ser induzidas a não experimentar o Firefox.
O fato relevante/importante de hoje são o lançamento da nova versão, as inovações, melhorias, ..., ..., ..., do firefox, e só ter em destaque manchetes negativas apenas nos faz por em dúvida sua afirmação de imparcialidade do COMPUTERWORLD.
delfino - 18 Jun 2008, 16h23
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