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Procura por Cobit cresce 300% porque executivos não planejam

IT Partners diz que a procura por cursos e certificações Cobit subiram 300% porque dia-a-dia é pautado em execuções e empresas esquecem projetos, objetivos e planos.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

01 de agosto de 2008 - 07h20
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O ITIL ainda é mais popular. Mas quem busca aprender sobre a biblioteca inglesa de melhores práticas (ITIL) está bastante interessado em certificações, para apresentar no currículo e muitos param no nível um do aprendizado, chamado de ITIL Foundation. Mas, correndo pela bordas, está a procura por Cobit.

Segundo a consultoria em governança e gestão de serviços de TI, a IT Partners, a procura por cursos e certificados sobre o framework cresceu 300% entre 2007 e 2008. “O ITIL ajuda muito na execução e na entrega dos serviços, mas não é tão eficiente no planejamento”, argumenta César Monteiro, diretor da consultoria. O executivo diz que não adianta ter bons serviços se não for possível prevê-los.

Segundo ele, o problema é que as mudanças ocorrem e as empresas simplesmente esquecem-se de avisar a área de TI. Um exemplo é a busca de diversas empresas por abrir capital na bolsa de valores. “Existem empresas que só lembram da TI quando chega a hora de responder perguntas capciosas para a Comissão de Valores Mobiliários”, cita.

O interesse pelo Cobit, portanto, cresce porque as empresas perceberam que este é o modelo prático para planejamento, já que ajuda a estabelecer quais processos fazem diferença. O que se constata como diferença entre os que fazem cursos de ITIL e Cobit, portanto, é que os ‘alunos’ de Cobit se importam mais com o aprendizado, deixando de lado o interesse em certificados. “Quem liga na consultoria interessado em ITIL pergunta ‘quanto custa para tirar a certificação?’, enquanto quem busca informações sobre Cobit quer saber ‘se eu vai gerenciar o dia-a-dia?’”, descreve.

O ITIL, ao contrário, já passou por essa onda. O executivo dá os números: oito em cada dez que fazem curso de ITIL querem certificação. Mas só cinco em cada dez dos que participam de aulas sobre Cobit querem diplomas, o interesse é no uso na empresa.

É por isso que Monteiro garante que a principal sacada do Cobit é propor uma reflexão. “É mostrar a tristeza sem deixar que fiquem tristes”, diz. O segredo está em apresentar a proposta depois de fazer um diagnóstico apropriado. “Quem aprende o framework tem a chance de fazer uma auto-análise interessante”, conclui.

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