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Gestão
Chega de alinhar TI ao negócio: Você está pronto para a nova TI?
Sem responsáveis técnicos, nem inúmeros funcionários. Mark McDonald, do Gartner, mostra um CIO que fala de objetivos de negócios em vez de atividades.
Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
“A TI está mudando completamente”. É assim que Mark McDonald, vice-presidente de programas executivos do Gartner para América Latina e um dos especialistas do instituto sobre as mudanças na área de TI, introduz seus argumentos sobre a nova realidade.
Hoje, defende o especialista, a TI já suporta os requisitos
de negócios mais importantes e já automatizou processos nas empresas. As
implementações de novas tecnologias são mais simples e baratas (quando baseadas
em web 2.0) ou podem ser tranquilamente terceirizadas para especialistas. Por
fim, sentencia, “a automatização reduz a necessidade de especialistas técnicos”.
Com uma fala tranqüila e cheia de pausas, o especialista vai
empilhando sem parar os motivos pelos quais acabou a época em que a palavra de
ordem era “alinhar TI aos negócios”. “Ao dizer alinhar, está pressuposta a
possibilidade de dois objetivos diferentes. Não se trata disso. A TI é a base
do negócio, não pode ser vista ou tratada como um silo. Os objetivos são os do
negócio”, diz.
Aliás, defende, acabou também a época em que a importância do
gestor de TI era medida pela quantidade de funcionários na equipe ou, até, dos
recursos financeiros envolvidos.
“Existem dois tipos de CIOs. A diferença é possível
descobrir quando eles se apresentam”, conta e acrescenta, “O primeiro tipo se
apresenta falando do orçamento, do número de funcionários e de qual fornecedor
é usuário. Eles olham atividades e operacional. O segundo se apresenta com algo
como ‘aumentamos o fluxo de caixa em 30%’. As credenciais dele são os
resultados para a empresa”, define. Ele completa: “Infelizmente, o primeiro
tipo é maioria, inclusive nos EUA”.
Ainda que você não seja um partidário de Nicholas
Carr e o cloud (E é fácil notar que Mark
McDonald certamente não o é), não dá para negar que a área de TI está
mudando.
McDonald, aliás, é enfático ao caracterizar que não se trata do final da
TI ou qualquer visão apocalíptica dessa linha. “A TI não vai deixar de existir.
Ela vai ser outra com a mudança de suas métricas e desafios; vai deixar de ter
que implementar sistemas”, diz.
Para ele, a postura da TI é responsável até por
influenciar a resposta da empresa. Por resposta entenda fatores vitais como definição
de orçamento. “Organização com TI que faz negócio tem dinheiro para investir. Se
a organização tem TI focada em atividades, vai ter apenas o necessário para
sobreviver”, disse.
O especialista faz questão de ressalvar que a mudança não significa que a TI esteja ficando mais fraca. “Estar cada vez mais envolvida com os negócios é um força impressionante, pois está próximo do que gera dinheiro. O negócio vai financiar TI se ela criar resultados”, completa.
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