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Chega de alinhar TI ao negócio: Você está pronto para a nova TI?

Sem responsáveis técnicos, nem inúmeros funcionários. Mark McDonald, do Gartner, mostra um CIO que fala de objetivos de negócios em vez de atividades.

Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

18 de setembro de 2008 - 07h00
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“A TI está mudando completamente”. É assim que Mark McDonald, vice-presidente de programas executivos do Gartner para América Latina e um dos especialistas do instituto sobre as mudanças na área de TI, introduz seus argumentos sobre a nova realidade.

Hoje, defende o especialista, a TI já suporta os requisitos de negócios mais importantes e já automatizou processos nas empresas. As implementações de novas tecnologias são mais simples e baratas (quando baseadas em web 2.0) ou podem ser tranquilamente terceirizadas para especialistas. Por fim, sentencia, “a automatização reduz a necessidade de especialistas técnicos”.

Com uma fala tranqüila e cheia de pausas, o especialista vai empilhando sem parar os motivos pelos quais acabou a época em que a palavra de ordem era “alinhar TI aos negócios”. “Ao dizer alinhar, está pressuposta a possibilidade de dois objetivos diferentes. Não se trata disso. A TI é a base do negócio, não pode ser vista ou tratada como um silo. Os objetivos são os do negócio”, diz.

Aliás, defende, acabou também a época em que a importância do gestor de TI era medida pela quantidade de funcionários na equipe ou, até, dos recursos financeiros envolvidos.

“Existem dois tipos de CIOs. A diferença é possível descobrir quando eles se apresentam”, conta e acrescenta, “O primeiro tipo se apresenta falando do orçamento, do número de funcionários e de qual fornecedor é usuário. Eles olham atividades e operacional. O segundo se apresenta com algo como ‘aumentamos o fluxo de caixa em 30%’. As credenciais dele são os resultados para a empresa”, define. Ele completa: “Infelizmente, o primeiro tipo é maioria, inclusive nos EUA”.

Ainda que você não seja um partidário de Nicholas Carr e o cloud (E é fácil notar que Mark McDonald certamente não o é), não dá para negar que a área de TI está mudando.

McDonald, aliás, é enfático ao caracterizar que não se trata do final da TI ou qualquer visão apocalíptica dessa linha. “A TI não vai deixar de existir. Ela vai ser outra com a mudança de suas métricas e desafios; vai deixar de ter que implementar sistemas”, diz.

Para ele, a postura da TI é responsável até por influenciar a resposta da empresa. Por resposta entenda fatores vitais como definição de orçamento. “Organização com TI que faz negócio tem dinheiro para investir. Se a organização tem TI focada em atividades, vai ter apenas o necessário para sobreviver”, disse.

O especialista faz questão de ressalvar que a mudança não significa que a TI esteja ficando mais fraca. “Estar cada vez mais envolvida com os negócios é um força impressionante, pois está próximo do que gera dinheiro. O negócio vai financiar TI se ela criar resultados”, completa.

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