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Azul Linhas Aéreas enxuga preços e estrutura

Pouco mais de uma semana após sua entrada em operação, companhia aérea mostra que, para ser funcional, TI não precisa estar dentro de casa.

Fábio Barros, do COMPUTERWORLD

22 de dezembro de 2008 - 07h00
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A Azul Linhas Aéreas entrou em operação no dia 15 de dezembro, prometendo incomodar as já estabelecidas TAM e Gol. Na primeira semana, a companhia operou entre as cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Vitória (ES) com taxas de ocupação de cerca de 70%, o que já a faz prever chegar a março de 2009 com uma frota de algo entre 10 e 12 aviões.

Por trás das ações da nova companhia, uma área de TI construída, do zero, em apenas oito meses. Paulo Nascimento, diretor de Tecnologia da Azul, foi contratado no final de abril de 2008. Vindo da Gol, o executivo tratou de, nos dois meses seguintes, definir os responsáveis pelas áreas de projetos e infra-estrutura, ambas ocupadas por profissionais também vindos da Gol.

A primeira foi ocupada por Luiz Comar, em maio, e a segunda por Kleber Linhares, este contratado em junho. A partir daí começou de fato o desenho da estrutura que, em dezembro, deveria dar suporte às operações da nova companhia. “O primeiro conceito que levamos em conta, e que vale até agora, é que a estrutura deveria ser enxuta e de alto nível”, lembra Nascimento.

O conceito foi seguido à risca: a área de TI da Azul conta hoje com 17 profissionais, sendo dez gerentes e o restante formado por analistas seniores. A quantidade se explica. Desde a fase de desenho da estrutura, ficou estabelecido que a companhia trabalharia com BPO (Business Process Outsourcing) sempre que possível. Dentro deste conceito, a Azul tem hoje quase todos os seus sistemas operando no modelo ASP (Application Service Provider).

A área de serviços ao cliente, que inclui internet, call center, aeroportos e gateway de pagamentos, é gerenciada pelo aplicativo Navitaire NewSkies, hospedado pela CI Com, empresa do grupo Indra baseada na Espanha. No setor de operações há dois sistemas, Navitaire Geneva, responsável por controle de malha, escala de tripulantes e operações; e o Jeppesen, este para peso, balanceamento e planos de vôo, ambos hospedados no data center da JetBlue, em Minneapolis (EUA).

O back office é controlado pelo Oracle Enterprise Business Suíte, alugado junto a Prodicom no modelo ASP Builder Run e hospedado na Diveo, em São Paulo. Por fim, o Trax, sistema responsável pelo gerenciamento de manutenção, que também roda nos Estados Unidos. “Buscamos não desenvolver nada em casa e utilizar ao máximo a arquitetura SOA. Nossa previsão é que mais de 70% de nossos sistemas serão SOA, o que vai facilitar muito sua integração”, lembra Nascimento.

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