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Empresas indianas de terceirização vão sentir conseqüências do caso Satyam, diz analista

Especialista acredita que a confissão do chairman da Satyam de que maqueou os resultados financeiros da companhia vai gerar consequências para todo o setor.

Por IDG News Service/Índia

07 de janeiro de 2009 - 15h14
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A renúncia de B. Ramalinga Raju, que deixou a posição de chairman da Satyam confessando que manipulou os resultados financeiros da empresa, vai gerar conseqüências para outras empresas indianas de terceirização.

A opinião é de John C. McCarthy, vice-presidente da Forrester. Segundo ele, os clientes vão ser mais rigorosos nas análises de risco antes de assinar ou renovar os contratos de terceirização. Companhias controladas por famílias e de tamanho médio, aponta, passarão por avaliações ainda mais rigorosas.

Os problemas da Satyam começaram em dezembro. Investidores protestaram quando a empresa indiana de terceirização anunciou planos de comprar duas empresas do setor de construção civil que a família de Ramalinga Raju tinha participação considerável.

Para Kapil Dev Singh, country manager da IDC Índia, os clientes vão ter mais cuidado na avaliação dos seus fornecedores, mas isso não vai atingir especialmente as empresas do país. Para ele, a credibilidade das companhias do setor construída por anos não será perdida.

A IDC India, contudo, alertou que o forte ritmo de crescimento da indústria de terceirização pode trazer distorções que devem ser analisadas. As empresas precisam equilibrar o crescimento com disciplina financeira, aconselhou Singh.

A associação nacional de empresas de software e serviços da Índia (Nasscom) foi rápida para se distanciar da Satyam, ainda que Ramalinga Raju tenha sido chairman da associação. "Este é um caso isolado de falha na governança corporativa e é fundamental que seja visto dessa maneira," disse a Nasscom em comunicado oficial.

Oportunidade para a concorrência
McCarthy, da Forrester, acredita que os problemas da Satyam podem ser uma oportunidade para as empresas de terceirização indianas buscarem os clientes da quarta maior empresa do setor no país.

Ainda que os clientes não troquem de fornecedor do dia para a noite, eles vão começar a procurar alternativas, defende.

O fator fundamental para os clientes da Satyam será a condição financeira real da empresa. "[Satyam] está rodando sistemas SAP de várias empresas e os clientes não podem ficar olhando enquanto o fornecedor morre lentamente," dise McCarthy.

As notícias de que a Satyam poderia ser adquirida, após a renúncia, esfriaram. Os investidores devem estar preocupados com o que pode ter acontecido com os livros contábeis da empresa, aponta McCarthy.

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