Gestão
Empresas indianas de terceirização vão sentir conseqüências do caso Satyam, diz analista
Especialista acredita que a confissão do chairman da Satyam de que maqueou os resultados financeiros da companhia vai gerar consequências para todo o setor.
Por IDG News Service/Índia
Compartilhe:
A renúncia de B. Ramalinga Raju, que deixou
a posição de chairman da Satyam confessando que manipulou os resultados
financeiros da empresa, vai gerar conseqüências para outras empresas indianas
de terceirização.
A opinião é de John C. McCarthy, vice-presidente da Forrester.
Segundo ele, os clientes vão ser mais rigorosos nas análises de risco antes de assinar
ou renovar os contratos de terceirização. Companhias controladas por famílias e
de tamanho médio, aponta, passarão por avaliações ainda mais rigorosas.
Os problemas da Satyam começaram em dezembro. Investidores protestaram quando a
empresa indiana de terceirização anunciou planos de comprar duas empresas do
setor de construção civil que a família de Ramalinga Raju tinha participação
considerável.
Para Kapil Dev Singh, country manager da IDC Índia, os clientes vão ter mais
cuidado na avaliação dos seus fornecedores, mas isso não vai atingir
especialmente as empresas do país. Para ele, a credibilidade das companhias do
setor construída por anos não será perdida.
A IDC India, contudo, alertou que o forte ritmo de crescimento da indústria de
terceirização pode trazer distorções que devem ser analisadas. As empresas
precisam equilibrar o crescimento com disciplina financeira, aconselhou Singh.
A associação nacional de empresas de software e serviços da Índia (Nasscom) foi
rápida para se distanciar da Satyam, ainda que Ramalinga Raju tenha sido chairman
da associação. "Este é um caso isolado de falha na governança corporativa
e é fundamental que seja visto dessa maneira," disse a Nasscom em comunicado
oficial.
Oportunidade para a concorrência
McCarthy, da Forrester, acredita que os problemas da Satyam podem ser uma
oportunidade para as empresas de terceirização indianas buscarem os clientes da
quarta maior empresa do setor no país.
Ainda que os clientes não troquem de fornecedor do dia para a noite, eles vão
começar a procurar alternativas, defende.
O fator fundamental para os clientes da Satyam será a condição financeira real da
empresa. "[Satyam] está rodando sistemas SAP de várias empresas e os
clientes não podem ficar olhando enquanto o fornecedor morre lentamente," dise
McCarthy.
As notícias de que a
Satyam poderia ser adquirida, após a renúncia, esfriaram. Os investidores
devem estar preocupados com o que pode ter acontecido com os livros contábeis da
empresa, aponta McCarthy.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


