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Sustentabilidade: como capitalizar a TI Verde a favor de sua empresa

Por IDG News Service, EUA

16 de janeiro de 2009 - 08h02
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A pesquisa de 2008 também mostrou que a redução de custos de energia é o hoje a maior razão para a adoção da TI Verde. “Nós não encontramos muitas empresas em dúvida sobre a exploração de projetos de TI Verde. A principal dúvida é por onde começar. Fornecedores e ambientalistas têm feito muito marketing sobre o tema e isso pode estar confundindo CEOs e CIOs”, acredita Vernon Turner, analista da IDC.

Para que estas iniciativas funcionem, é fundamental que sejam desenvolvidas políticas verdes corporativas. De outro lado, as áreas de TI podem implementar algumas ações sem a necessidade de refazer inteiramente políticas, processos e procedimentos – e também sem gastar muito dinheiro. Mais que isso, elas podem vender o gerenciamento destes projetos com base não apenas em seus méritos ambientais, mas também com base em seu retorno financeiro.

“Muitas ações permitem retorno em curto prazo”, alerta Kumar, lembrando que nas atuais condições da economia mundial, os CIOs deveriam manter seu foco em iniciativas cujos retornos se comprovem em, no máximo, 18 meses. Ele cita como exemplo projetos que reduzam a demanda por energia, desde o uso de telecomutação e teleconferência até a consolidação de data centers. “Estas, em nossa opinião, são ações de TI Verde”, afirma.

Katharine Kaplan, gerente de produto da Energy Star junto a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, concorda. “O gerenciamento de energia é provavelmente um dos meios mais fáceis e de menor custo de obter grandes resultados”, diz. Como exemplo, ela lembra que o uso de funcionalidades de gerenciamento em desktops pode economizar 50 dólares anuais por máquina. As mesmas ferramentas, em monitores, podem economizar de 12 dólares e 90 dólares anuais, por monitor.

Becky Blalock, vice-presidente e CIO da Southern Co., companhia energética de Atlanta, disse que sua empresa está implementando tecnologias de gerenciamento de energia para garantir que seus 26 mil desktops sejam desligados a noite e durante os períodos de inatividade.

Para Henry Wong, membro do programa de eco-tecnologia da Intel, o gerenciamento de desktops é apenas o começo. Ele lembra que o gerenciamento de ativos é outra maneira simples de reduzir os gastos com energia e custos, bastando analisar a operação para identificar e desligar qualquer equipamento eu não esteja sendo usado ou seja necessário.

Outro modo fácil de introduzir benefícios ‘verdes’ que trazem retorno financeiro é a adoção de práticas de procurement, lembra Michelle Erickson, diretora de programa de TI sustentável do Citigroup. Um exemplo: a instituição está implementando thin clients, que têm menor necessidade de energia e reduz as emissões de carbono das empresas usuárias.

A executiva também recomenda que novos equipamentos estejam em conformidade com o padrão Energy Star, o que garante que os usuários estão usando computadores mais eficientes em energia. O padrão será atualizado este ano, e passará a incluir também servidores. Para Wong, estratégia similar pode ser adotada nos data centers: analise o equipamento que você tem e consolide onde você puder maximizar o uso de cada máquina, sempre com foco nas necessidades de suas unidades de negócio.

“Fizemos isso com equipamentos Intel e evitamos gastos de 3 milhões de dólares”, ressalta Wong. A economia veio do fato de a empresa não precisar construir uma nova estrutura física e não pagar pela manutenção do novo prédio. Do lado ‘verde’, houve redução nos gastos com energia.

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