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Gestão
Crise pode abrir espaço para o Brasil como fornecedor de serviços, diz Everest
São Paulo - Em relatório patrocinado pela Softex, o instituto aponta os caminhos para o País tentar aproveitar a crise financeira.
Redação do COMPUTERWORLD
No estudo "The Impact of the Global Economic Downturn
on Outsourcing and Offshoring", o Everest Institute defende que a crise
financeira mundial pode gerar benefícios ao Brasil e colocar o País como um
pólo mundial de terceirização offshore. O relatório teve o patrocínio da
Softex.
O instituto apontou o investimento “em qualquer lugar menos
na Índia” de organizações nos Estados Unidos e Europa como uma boa oportunidade
para as empresas de terceirização brasileira. A movimentação para diversificar
o risco global pode abrir caminho para o País. “O Brasil não atua como um
competidor direto contra a Índia, mas precisa tentar se apresentar como um
complemento benéfico”, diz o relatório.
O Everest aponta uma queda na diferença do pool de talentos
no País em relação aos seus concorrentes. Em Nova Delhi, Índia, existem entre 117
e 118 mil profissionais formados que poderiam ser utilizados em serviços
offshore, enquanto esse número em Buenos Aires, Argentina, é de 98 a 102 mil e em São Paulo,
Brasil, é de 92 a
94 mil.
“Apesar da quantidade de profissionais, os centros [de
empresas de terceirização] no Brasil são menores do que em outros países, o que
indica potencial não explorado”, afirma o relatório.
O Brasil deve aproveitar a força do seu mercado interno e especialização em áreas como finanças, telecom, recursos naturais e SAP. “A combinação dessa experiência da indústria pode ser uma proposta atrativa”, acrescenta.
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