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Grupo Martins ganha produtividade e reduz custos com virtualização

São Paulo - Para CIO do distribuidor atacadista, tendência é aumentar o uso dessa tecnologia.

Por Rodrigo Caetano, repórter do Computerworld

08 de abril de 2009 - 07h00
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Redução de custos, otimização da capacidade instalada, necessidade de menor espaço físico e TI verde. Estas são, em ordem de relevância, os benefícios obtidos pelo Grupo Martins, um dos maiores distribuidores atacadistas do Brasil, com a virtualização de seu data center.

Adotando tecnologias de virtualização desde o início da década, a empresa só pensa em ampliar o escopo. “Cada dia que passa virtualizamos mais. É a principal tendência do momento e veio para ficar”, afirma Flávio Lúcio Borges Martins, CIO da companhia.

>> Conheça os debates sobre virtualização na CW Connect

O executivo demonstra contentamento em falar da tecnologia. “Lembra os bons tempos do maiframe”, brinca. De acordo com o CIO, para o pessoal de tecnologia, um ambiente virtualizado facilita enormemente o trabalho. “É muito rápido para criar um ambiente de testes, por exemplo”, explica.

As iniciativas de virtualização surgiram da necessidade de usar melhor a capacidade de servidores disponíveis na empresa. Martins afirma que, atualmente, consegue fazer um balanceamento da capacidade, sem que o sistema fique sobrecarregado, ou deixando servidores parados apenas para garantir picos de utilização. Tudo isso com pouquíssimo esforço dos profissionais de tecnologia.

Nem tudo são flores, entretanto, para o CIO. O executivo reclama da política de licenciamento da Citrix, que, de acordo com Martins, ficou confusa após a empresa adquirir a XenSource, em 2007. O Grupo Martins utiliza soluções da Citrix para virtualização de servidores e desktops.

De fato, o fornecedor realizou algumas mudanças em seu portfólio desde o negócio. Mas, segundo Erika Ferrara, diretora de vendas da Citrix, hoje a empresa possui um grande diferencial no mercado. “Conseguimos entregar uma solução ponta-a-ponta de virtualização, que vai desde o data center até o usuário”, explica.

Além da redução de custos e das melhoras operacionais, a virtualização também é encarada como uma das formas de tornar o data center mais “verde”. Mesmo reconhecendo o ganho, Martins afirma que a questão ambiental não foi levada em conta no momento de adotar a tecnologia.

“Nós temos políticas de responsabilidade socioambiental, mas a virtualização não está incluída na área. Claro que acaba tendo ganhos que estão em linha com a TI verde, mas não é o objetivo”, ressalta o executivo.

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