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Revlon investe em projeto com 400 máquinas virtuais

Boston - Empresa de cosméticos reduz em 72% o consumo de energia dos seus data centers e diminui pela metade os gastos relativos à recuperação de dados.

Galen Gruman, InfoWorld

03 de junho de 2009 - 15h17
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O Chief Technology Officer (CTO) da fabricante de cosméticos Revlon, David Giambruno, conduziu um projeto para criar uma estrutura global de armazenamento de dados. O objetivo da iniciativa, que contemplou a virtualização e a consolidação dos servidores, foi melhorar a capacidade de recuperação de dados em caso de desastre (do inglês, disaster recovery) e a eficiência operacional da companhia.

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A primeira etapa do plano de Giambruno, iniciado em fevereiro de 2008, foi consolidar a infraestrutura de armazenamento – até então espalhada em cinco grandes sites ao redor do mundo – em um data center, localizado nos Estados Unidos, e que passou a concentrar a maior parte dos dados e aplicações do grupo.

Já os outros quatro data centers antes utilizados pela companhia foram aproveitados para criar uma rede recuperação em caso de desastres. Ou seja, em cada uma dessas localidades foi estabelecida uma estrutura com armazenamento e servidores que permitem recriar o site principal.

Um dos pontos altos do projeto foi a virtualização dos servidores. Para tanto, a Revlon mantém em seu data center principal 400 máquinas virtuais e que permitiram, em média, uma redução de 72% no consumo de energia. Além disso, graças ao novo desenho, a companhia diminuiu pela metade os gastos com recuperação de dados e conseguiu melhorar em 90% o tempo de backup.

Além disso, os funcionários da empresa não precisam parar de trabalhar por conta de quedas na conectividade ou na energia elétrica em algum dos data centers. Os profissionais podem acessar os aplicativos e os dados, independente do local, por meio de VPNs (redes privadas virtuais).

Entre os desafios do projeto, Giambruno conta que teve de acabar com os silos de tecnologia da informação - já que antes existiam equipes dedicadas a servidores, rede e bases de dados – e fazer com que todos os profissionais trabalhassem dentro de uma infraestrutura de tecnologia única, interconetada e virtalizada, o que exigiu treinamentos e recrutamento de novos profissionais para preencher os espaços deixados pela falta de conhecimento do novo ambiente.

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