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Investimentos caem em filiais nacionais de bancos estrangeiros
São Paulo – Projetos de TI de subsidiárias brasileiras deram sua contribuição para os planos de cortes determinados pelas matrizes.
Rodrigo Caetano e Rodrigo Afonso, repórteres do Computerworld
A quebra do banco Lehman Brothers é considerada pelos especialistas financeiros como grande gatilho que desencadeou a crise e fez com que o sistema financeiro internacional fugisse do controle. As organizações bancárias brasileiras não sofreram tamanho baque, mas a situação não foi nada boa para as áreas de tecnologia dos bancos internacionais, mesmo aqueles que possuem unidades no Brasil.
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De acordo com o executivo de uma dessas instituições, que preferiu não se identificar, além da redução drástica de concessão de empréstimos, os bancos iniciaram uma série de cortes de custos, aplicados em todo o mundo, incluindo demissões, congelamento de contratações e promoções e corte de fornecedores.
Os projetos de tecnologia da informação não ficaram incólumes. Eles passaram a ser vistos de forma muito mais rigorosa nos bancos. Muitos projetos que já estavam em andamento tiveram que ser abortados à medida que as instituições mudavam suas estratégias de negócios. No Brasil, os bancos estrangeiros, assim como os nacionais, encontravam-se estabilizados e rentáveis, mas tiveram que contribuir com as matrizes nos planos de cortes.
Mesmo com essa contribuição nos cortes das matrizes, os bancos internacionais encaram o mercado brasileiro como um porto seguro, tanto financeiramente, como politicamente. Dentre as nações emergentes do chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o País é o que possui as melhores condições. E como se não fosse o bastante, oferece melhores margens de rentabilidade do que as organizações financeiras de países desenvolvidos.
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