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Bradesco terá biometria em todos os ATMs em três anos

São Paulo - Enquanto o segundo maior banco do país avança na questão da biometria, outras instituições ainda não acreditam na viabilidade da ferramenta.

Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD

19 de junho de 2009 - 07h00
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novo_selo_09O Banco Bradesco, 2º maior banco nacional, vai implantar solução biométrica em todos os seus caixas eletrônicos (da sigla em inglês, ATMs) em um prazo de três anos. A informação é da Diebold, que implementa a solução de leitura das veias da palma da mão da Fujitsu em caixas eletrônicos fornecidos para a instituição financeira. A ferramenta passou por um período de testes e entrou agora em fase de implantação.

“O mercado passou muito tempo por estudos de soluções e o que existe hoje é incomparavelmente melhor do que existia há 15 anos. A tecnologia finalmente atingiu maturidade para que a leitura biométrica torne-se realidade”, garante Carlos Alberto Pádua, vice-presidente de tecnologia da Diebold.

Apesar da iniciativa do Bradesco, não são todos os bancos que vêem com tanto entusiasmo a implantação de leitura biométrica nos ATMs. A  alegação mais comum é de que faltam padrões para a tecnologia.

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Rubens Bordini, vice-presidente do Banrisul, banco gaúcho de atuação predominantemente regional, acredita que a tecnologia ainda apresenta falhas de mobilidade para uma instituição com as características de sua organização, por exemplo. “Não temos ainda como aplicar soluções biométricas, uma vez que haveria dificuldades para viabilizar o acesso dos clientes em viagem, para ficar em um exemplo. Para aplicarmos a tecnologia, é necessário definir padrões”, justifica Rubens.

O HSBC, um dos maiores bancos do mundo, afirma que as soluções estão sob estudo e que há equipes fazendo análises dos processos, mas segundo Marcello Veronse, superintendente de canais diretos do HSBC Direct, os modelos existentes ainda não têm condições de suporte adequado. “Antes de adotar, é preciso pensar na permeabilidade dessa ferramenta no mercado. Por enquanto, não há condições do ponto de vista da aplicabilidade. Analisamos os meios biométricos, mas ainda não temos um cronograma a respeito", declara Veronse.

O executivo deu a informação após destacar que a unidade brasileira do HSBC é referência para as outras unidades do banco pelo mundo em se tratando do desenvolvimento de tecnologias.

>> Acompanhe aqui a cobertura completa do evento

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