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Gestão

Profissionais de TI têm de pensar como CFOs, diz analista

Especialista da consultoria Forrester aponta o que diretores de TI devem fazer para ter orçamentos aprovados para projetos de BPM.

Andrea Giardino, da Computerworld

27 de agosto de 2009 - 14h37
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Um dos grandes desafios das áreas de tecnologia da informação (TI) é justificar projetos que envolvam sistemas para gerenciamento de processos de negócios (BPM, do inglês Business Process Management). Sobretudo em convencer as organizações de que sua implantação nem sempre implica em altos investimentos.

Usado de forma acertada, o BPM permite combinação itens importantes como: governança em TI, monitoramento de atividades de negócios, integração de aplicativos e arquitetura, gerenciamento de fluxo de trabalho e técnicas de modelagem de processos. Mas como fazer para que os projetos sejam aprovados e não estejam fora do orçamento de TI?

O analista da consultoria Forrester Research, Clay Richardson, que esteve no Brasil esta semana, durante evento da desenvolvedora de aplicativos, Serena Software, aponta para algumas estratégias que podem ser adotadas. A principal delas é pensar como um diretor financeiro (CFO, sigla em inglês para Chief Financial Officer).

Na opinião de Richardson, um dos pontos importantes é ter uma visão voltada ao corte de desperdícios. “Para isso, basta que sejam implementadas metodologias e ferramentas capazes de promover economia de custos para as empresas”, diz.

Uma pesquisa realizada pela Forrest em 2008 revelou que o BPM lidera a lista de projetos adotados pelas áreas de TI, com 75%, seguido de computação em nuvem, com 50%. O problema para os gestores de TI, segundo destaca Richardson, é saber lidar com a grande demanda que existe enquanto os projetos de BPM continuam sendo cortados dos orçamentos.

Richardson atenta ainda para a necessidade dos projetos de BPM serem liderados por profissionais  que venham da área de tecnologia. “A grande maioria tem apenas perfil de negócios, mas acho essencial que o analista de processos tenha as duas orientações, negócios e TI”, afirma.

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