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Gestão
Arrecadação em Rio Preto sobe 38% com geoprocessamento
Cidade no interior de São Paulo cria sistema que integra instâncias da administração municipal e aprimora gestão. Investimento foi de 250 mil reais.
Rodrigo Caetano, da Computerworld
Há um ano, a prefeitura de Rio Preto, no interior de SP, investiu em um sistema de geoprocessamento. Como resultado, a arrecadação do Imposto Territorial Urbano (IPTU) aumentou em mais de 7 milhões de reais em 12 meses, uma alta de 38%.
Segundo a presidente da Empro, empresa de tecnologia controlada pela prefeitura que fornece toda a infraestrutura para a cidade, Lúcia Hirata, o projeto começou juntamente com o recadastramento dos imóveis do município. Com recursos de 2,5 milhões de reais, levantados por meio do Programa de Modernização da Administração Tributária (PMAT), linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Urbano e Social (BNDES) destinado à modernização das gestões municipais, a cidade reformulou toda a sua administração.
Cerca de 250 mil reais foram destinados ao sistema de geoprocessamento. “Nossa base cartográfica, que foi cedida pela CPFL (companhia de energia), era inadequada”, afirma o gerente de geoprocessamento da Empro, Carlos Henrique de Souza. A função mais simples do programa é a identificação dos contribuintes, explica Souza.
Estão previstos, segundo o gerente, investimentos de 1 milhão de reais em novos aplicativos. Todas as instâncias da administração municipal, como transporte, serviços de saúde, água e esgoto, serão integradas ao sistema. Com isso, espera-se que antigos problemas de falta de sincronização entre os órgãos sejam resolvidos. “Aquela história de fazer um reparo na tubulação de água uma semana depois da via ter sido feito um recapeamento na rua vai acabar”, afirma.
O combate à dengue também foi facilitado. Os agentes de saúde que coletavam dados sobre os focos de larvas conseguiam determinar onde estavam os maiores problemas, cruzando dados geográficos e informações sociais e econômicas. Isso facilitava a tomada de decisão e a descoberta dos causadores das epidemias. Com dados precisos, a prefeitura conseguiu, ainda, definir os melhores locais para pulverizar substâncias de controle de pragas.
Atualmente, a Empro está desenvolvendo um aplicativo para aprimorar a fiscalização dos estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços da cidade. Por meio de smartphones com GPS, os fiscais da secretaria da fazenda poderão identificar em tempo real estabelecimentos que não estejam cadastrados. Por meio de uma impressora térmica portátil, será possível realizar autos de infração no local, agilizando os procedimentos.
Souza explica que para atualizar a base cartográfica foram utilizadas imagens do satélite QuickBird, com 0,7 metros de resolução espacial. Para a manutenção da base, posteriormente foram usados voos aerofotogramétricos com resolução espacial de 50cm. Este mês, a prefeitura adquiriu imagem orbital do satélite WorldView. O software de processamento digital de imagens foi fornecido pela Imagem, especializada em sistemas de gerenciamento de informações geográficas.
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