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Saiba como planejar o mix de soluções de cloud computing

Sair do modelo de computação tradicional para um modelo totalmente baseado na nuvem representa um passo pouco realista e imprudente para as organizações

Chris Curran, CTO da Diamond

23 de outubro de 2009 - 12h13
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CIOs experientes já aprenderam que não é fácil conseguir mensurar os benefícios tangíveis de novas tecnologias. No caso da cloud computing (computação em nuvem), vale dosar todas as promessas de benefícios desse novo modelo com o bom senso dos negócios. As soluções na nuvem não podem ser consideradas de forma radical – tudo ou nada. O ideal é adotar uma postura na qual os serviços são adotados gradualmente ao longo dos anos.

Os desafios da computação em nuvem chamam a atenção tanto da área de tecnologia como dos executivos de negócio. Isso impacta na introdução de um novo conceito tecnológico, de processos e de modelos financeiros. Ao mesmo tempo, os CIOs irão encarar uma significativa dificuldade para convencer a organização que isso vai exigir mais do que se imagina à primeira vista, em termos de custos e de esforços. Lembre o que aconteceu há alguns anos, quando as pessoas perguntavam: “Por que não estamos usando um ERP (sistema de gestão empresarial)?”

Sair da computação tradicional para um modelo totalmente baseado em cloud computing não é um passo realista ou prudente. Então, nos próximos anos, a maior parte das empresas vai operar com modelos híbridos, os quais mesclam infraestruturas públicas e privadas na nuvem, enquanto o data center deve continuar a existir como parte do ecossistema de infraestruturas corporativas. Essa mistura dará aos CIOs um monte de oportunidades para experimentar com baixo risco as aplicações baseadas em cloud, antes de assinar um acordo definitivo.

A experimentação tende a ser uma fase determinante para as empresas ajustarem o mix de soluções na nuvem. No caso do public cloud (nuvem pública), operada por terceiros, elas oferecem larga escala e, como resultados, grandes reduções de custos. Mas o modelo ainda é imaturo, oferecendo pouco controle dos SLAs (acordos de nível de serviço), da segurança e dos conceitos de compliance. Além disso, exigem uma integração complexa.

As private clouds (nuvens privadas), por sua vez, são atrativas pelo fato de oferecerem benefícios similares aos obtidos com as nuvem públicas, mas adicionam um controle maior e permitem uma customização.

Com tantos prós e contras a se considerar, os três modelos operacionais – hosting tradicional, public clouds e private clouds – irão coexistir pelo menos nos próximos três a cinco anos, especialmente entre as grandes corporações. Além disso, cada modelo vai exigir infraestrutura, middleware (camada intermediária) e aplicações de negócio. 

Como primeiro passo para aproveitar essa nova onda tecnológica, a organização precisa ter uma clara visão de seu portfólio de sistemas no contexto da necessidade dos negócios e dos pontos problemáticos. Sem isso, uma companhia corre o risco de  cometer equívocos na adoção de serviços e aplicações baseadas em cloud.

Os resultados da avaliação de seis passos podem ajudar uma empresa a definir melhor quais são os modelos mais adequados e quais as prioridades. Em ordem de importância, eu aconselharia a avaliação dos seguintes itens:

•    Entender as demandas de negócio por novas funcionalidades
•    Avaliar as aplicações atuais e o portfólio – em termos de gargalos de negócio e saúde da tecnologia
•    Determinar aplicações que poderiam rodar em cloud para entender a relevância das ofertas
•    Avaliar oportunidades para só utilizar os serviços de infraestrutura em cloud
•    Analisar as questões de gestão e de operação do modelo
•    Identificar as empresas que já adotaram cloud

Os passos e a direção em que cada organização deve migrar para cloud computing tende a variar. Mas a necessidade de uma empresa entender se está pronta para uma nova abordagem para oferecer aplicações. Com uma avaliação detalhada em mãos, um CIO pode começar a analisar a arquitetura de sistemas e construir um calendário que contemple o valor para os negócios de cada peça colocada na nuvem.

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