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Gestão

Programa Energy Star será aplicado a datacenters

As empresas mais eficientes no uso de energia em seus centros de dados serão conhecida a partir de junho.

Por James Niccolai, do IDG News Service

08 de fevereiro de 2010 - 18h12
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Oficiais da EPA, Agência de Proteção Ambiental (pela sigla em inglês) do governo dos Estados Unidos, informam que o órgão está trabalhando para fazer com que o programa Energy Star seja adotado também em data centers corporativos.

O Energy Star é uma iniciativa conjunta da EPA e do Departamento de Energia dos Estados Unidos para ajudar na economia de recursos e na proteção do meio-ambiente por meio de produtos e práticas mais eficientes no uso de energia elétrica.

A meta do programa é dar às empresas mais incentivos para que melhorem a eficiência energética de seus centros de dados e também proporcionar uma maneira de acompanhar os resultados alcançados ao longo do tempo, explica a engenheira de sistemas da EPA, Alexandra Sullivan, que apresentou o programa na quinta-feira (4/2) durante a conferência sobre datacenters Green Grid, em San Jose (Califórnia/EUA).

As empresas que se engajarem no projeto utilizarão uma ferramenta online que classificará a eficiência do datacenter em uma escala que vai de um a 100. As que obtiverem nota 75 ou superior poderão solicitar uma auditoria da EPA para tentar obter a certificação da Star Energy.

A EPA se tornou mais ativa em relação aos datacenters e já levou o programa Energy Star para servidores X86 e agora está começando a trabalhar em um programa similar para sistemas de fornecimento de energia ininterruptos (UPS).

Tais programas são criados para auxiliar as empresas a escolherem produtos mais eficientes no uso da energia. A iniciativa para datacenters difere das demais porque é baseada em uma política de incentivos. Como cresce a preocupação da opinião pública com relação a questões ambientais, a EPA espera que o selo Energy Star possa se tornar uma potencial ferramenta de marketing.

A EPA já confere selos de eficiência a 18 tipos de edificações, incluindo escritórios e hospitais. O principal critério nesses casos é o espaço e o número de horas de operação, mas é necessário um sistema diferente de medição para datacenters, que será baseada na eficiência por unidade de força (PUE, pela sigla em inglês). Ela considera a energia total fornecida dividida pela quantidade real que realmente abastece os equipamentos de TI, e não o que é perdida com sistemas de refrigeração e suprimento ineficiente de energia.

A EPA também irá contabilizar a energia que fornecida pelos UPS. Isso significa que datacenters com bons índices de PUE tenderão a ter resultados melhores, mas o este componente não será o único item a ser avaliado, segundo a engenheira.

Os critérios do programa geram críticas. Alguns participantes da conferência se surpreenderam com a exclusão de determinados elementos na avaliação, tais como a localização do datacenter – se em locais frios ou mais questes –, e o nível de redundância que eles proporcionam.

“É preciso levar as condições ambientais em conta porque é mais fácil obter um PUE se o datacenter estiver em regiões mais frias”, diz o vice-presidente de marketing e desenvolvimento de negócios da Modius, Don Klein. A Modius fornece ferramentas de medição para o uso de energia em datacenters.

Segundo Alexandra Sullivan, a EPA analisou informações de 108 datacenters e determinou que apenas a energia de saída dos UPS deve ser levada em conta. “Ficamos surpresos em descobrir que não havia muitas variáveis operacionais que tivessem impacto estatístico satisfatório sobre o PUE. Tal variação depende mais de práticas de gerenciamento de energia do que suas características”.

A redundância de um datacenter, conhecida por tier level, não é um fator importante nessa análise, de acordo com Alexandra, porque muitos datacenters hoje trabalham com tiers múltiplos em uma única instalação. E empresas que utilizam ar ambiente para suplementar os sistema de ar condicionado deveriam obter rankings melhores porque tal solução tende a diminuir os índices PUE.

Além disso, os datacenters têm a opção de fornecer informações a respeito do seu nível de redundância – os tier level. “Assim, poderemos analisar estas informações no futuro se entendermos que elas são importantes para uma modelagem futura”, afirma a engenheira.

O principal executivo do idGroup, Gary Murphy, classifica de “muito útil” o projeto da EPA. “Ele proporcionará aos gerentes de datacenters uma forma de mostrar a quem efetivamente paga a conta de energia elétrica que estão utilizando instalações eficientes”, diz, questionando se a EPA coletou dados suficientes para suas análises. “Cento e oito datacenters não é muito”.

A EPA publicará os critérios utilizados em junho e as empresas que desejarem fazer parte do programa poderão conhecer seus índices de eficiência.

O programa Energy Star também é reconhecido na Europa. Andrew Fanara, líder do programa, diz que a China e a Índia também concordaram “em princípio” em usar o sistema da EPA para classificar produtos. Fanara diz que isso é importante para evitar programas e classificações regionais, especialmente para empresas multinacionais.

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