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Empresa do grupo Coca-Cola no Brasil inicia padronização do BI

Depois de um projeto bem-sucedido de business intelligence in memory no departamento de finanças, Vonpar pretende replicar o modelo para toda a organização.

Por Tatiana Americano, da Computerworld

29 de julho de 2010 - 11h21
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A Vonpar, fabricante responsável por cerca de 10% do volume de vendas do sistema Coca-Cola no Brasil, que atua em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem hoje uma dependência bastante grande do business intelligence (BI) para a tomada de decisões estratégicas. E, não à toa, a área de TI da companhia desenhou um plano para padronizar os cinco diferentes sistemas de BI que rodam hoje na empresa.

O projeto nasceu de uma experiência bem-sucedida que a empresa teve com a adoção de um BI in memory, fornecido pela Qlik View, para o departamento de finanças. Entre outras atividades, a ferramenta analisa a rentabilidade de todos os produtos da companhia.

O CIO da Vonpar, Ricardo Nizoli, conta que a solução foi implementada no segundo semestre de 2009, após uma tentativa frustrada de adoção de uma outra ferramenta de business intelligence, mas que não suportou o volume de transações do departamento financeiro. "Em nove meses, tivemos 56 milhões de registros que precisavam ser tratados pelo BI", cita o executivo, ao justificar a necessidade de um sistema robusto.

Após analisar as alternativas do mercado e avaliar quais as soluções que melhor se adequariam ao perfil da Vonpar, a equipe de TI optou pelo Qlik View, fornecido pela Inteligência de Negócios. "Já tínhamos conhecimento de ferramentas que trabalhavam in memory, mas os resultados surpreenderam", afirma Nizoli. "Com o sistema, a emissão de relatórios analíticos passou a ser feita em 2 horas por cada analista", conta o executivo. Segundo ele, pelo modelo anterior, no qual a empresa usava planilhas eletrônicas, o mesmo trabalho demorava 7 dias úteis e precisava de dois profissionais.

Outro diferencial do produto, em relação aos demais BIs utilizados pela companhia, é que o sistema dá autonomia aos usuários das áreas de negócio para criar novos campos, publicar e gerenciar o acesso à aplicação. "O que tirou uma tarefa da equipe de TI, a qual deixou de ficar responsável por fazer os ajustes necessários no sistema", pontua o CIO. 

Quanto aos resultados financeiros, apesar de não divulgar os investimentos realizados para obter 50 licenças da Qlik View, Nizoli garante que o retorno tende a ser rápido, por conta das próprias oportunidades de melhoria que têm sido possíveis graças às análises fornecidas pela ferramenta.

"Agora estamos na fase de expansão da solução para toda a companhia. O objetivo é, aos poucos, trocar as outras ferramentas de BI pelo mesmo sistema", informa o executivo. O primeiro passo, que deve acontecer até o final de 2010, será adotar o Qlik View como principal ferramenta para análises gerenciais do departamento comercial.

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