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Gestão
10 grandes mudanças que afetarão o ambiente de trabalho
Gartner elabora lista com tendências que transformarão o modo como as empresas atuam.
Redação da Computerworld
O mundo do trabalho já sofreu alterações profundas nos últimos 20 anos, graças às tecnologias e à evolução das práticas de gestão. E, de acordo com a consultoria Gartner, mudanças ainda maiores estão por vir nos próximos dez anos, quando questões como a falta de rotina e a hiper conectividade afetarão diretamente o mercado e as empresas.
Para a Gartner, um dos principais pontos de mudança será o fato de que as organizações terão menos rotinas. Até 2015, a consultoria projeta que 40% ou mais das corporações trabalharão dessa forma, contra menos de 25% neste ano. Além disso, as pessoas dependerão cada vez mais do trabalho em equipe, o que exigirá tecnologias que garantam a comunicação e a interação entre as pessoas.
Para ajudar as companhias a prever cenários futuros e se preparar para novos ambientes de trabalho, a Gartner listou as dez grandes mudanças para os próximos anos, que impactarão diretamente na TI.
1 – Valorização do trabalho que depende da interação humana
O principal valor das pessoas estará na capacidade de realizar processos que fujam
da rotina. As contribuições humanas que resultem em descobertas e inovações estão incluídas nessa categoria. O foco do uso da tecnologia, nesse
caso, deve ser muito bem direcionado para estimular uma integração e interação entre os profissionais para estimular ideias e discussões.
2 – Grupos de trabalho
A Gartner prevê também uma disseminação dos trabalhos em grupo para atacar, de forma rápida, problemas específicos e difícil solução. Segundo
a consultoria, esse formato de trabalho será muito mais valorizado e premiado
do que as ações individuais. Além disso, tende mudar o atual forma do trabalho em equipe, já que dependerá de pessoas de diversas áreas da organização.
3 – Relacionamento em cadeia
Com a adesão aos modelos de trabalho em grupo, os profissionais têm de lidar melhor com as relações em cadeia. Assim, as pessoas precisam explorar o networking (rede de contatos) para buscar os indivíduos mais adequados para resolver problemas e buscar alternativas. Essa postura é crucial para o sucesso das iniciativas em grupo e para o consequente resultado para os negócios.
4 – Equipes externas
A organização não tem controle sobre alguns grupos informais externos de
pessoas que podem ter impacto direto no sucesso ou no fracasso da empresa. Esses
grupos estão ligados por interesses comuns, incidentes específicos, entre
outras razões. Os executivos mais habilidosos sabem conviver com um
ecossistema de negócios fora do controle da companhia, com seu poder de influência. Esse
poder depende do entendimento sobre o potencial coletivo e da identificação das
pessoas-chave nos grupos informais, já que é fundamental reunir inteligência
de marketing por meio desses grupos. Igualmente importante é descobrir como
usar os grupos para definir segmentos de mercado, produtos e diversas
estratégias de negócios.
5 – Processos informais
As empresas precisam detectar todo tipo de processo que foge da rotina, mas que contribui para a tomada de decisões. Segundo a Gartner, essas ações informais tendem ganhar cada vez mais força no longo prazo.
6 – Trabalho espontâneo
Outro
conceito incluído na descrição do novo ambiente das empresas é o trabalho espontâneo, o qual não depende de processos ou de funções específicas. A consultoria prevê que boa parte dos projetos tende a nascer a partir desse tipo de iniciativa não programada.
7 – Simulação e experimentação
A imersão
em ambientes simulados, similares aos que puderam ser visto no filme Minority
Report, substituirá a extensa análise de células em planilhas. O ambiente
simulado será construído a partir de tecnologias que consigam identificar como
reunir elementos baseados na forma como as pessoas interagem com o conteúdo. As
pessoas, por sua vez, têm a possibilidade de manipular uma série de parâmetros
para reformular o mundo virtual.
8 – Sensibilidade a novos padrões
O mundo
dos negócios está ficando mais volátil e já não admite uma postura
linear, na qual as experiências passadas baseiam modelos futuros. A tendência é de um mercado cada vez menos previsível, razão pela qual algumas
organizações já criam grupos especificamente para detectar padrões emergentes,
avaliar essas tendências e desenvolver cenários sobre a influência das grandes
mudanças e como explorá-las.
9 – Hiper conectividade
O caráter
hiper conectado já está presente na maioria das organizações, que abrangem redes
em cima de redes, sobre as quais é difícil manter controle. Com esse cenário,
haverá cada vez mais misturas entre relações formais e informais nas relações corporativas, impactando na forma como as pessoas trabalham e na função do
departamento de TI, que deve estar preparado para apoiar e aumentar as
conexões.
10 – Caem barreiras entre vida
profissional e pessoal
O local
de trabalho é cada vez mais virtual e os encontros de negócios acontecem entre
pessoas que mal se conhecem. Mas o funcionário ainda terá seu local físico de trabalho, mesmo que
seja em casa. Com isso, a tendência de muitos é que as linhas que separam vida
pessoal, profissional, social e familiar desapareçam. Cada indivíduo precisa
gerenciar a complexidade criada por demandas que se sobrepõem. Quem não souber administrar essa situação pode ter o desempenho comprometido, pois acabará se
deparando com o excesso de informação.
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