
A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD
Gestão
Cinco formas de aumentar a proteção da rede corporativa
Funcionários adotam técnicas para burlar os firewalls e acessar conteúdo indevido no ambiente de trabalho. Saiba como reforçar a segurança.
CSO/EUA
Houve uma época em que bloquear o acesso às redes sociais no ambiente de trabalho era aceitável. Mas, em várias organizações, o que antes era considerado uso inapropriado da infraestrutura da companhia tornou-se essencial. Hoje, redes e mídias sociais como o Facebook e o YouTube estão integradas às estratégias de marketing. Softwares de mensagens instantâneas tais como o AIM e o G-Chat são amplamente usados na comunicação eficiente entre funcionários.
Na opinião do fundador e CTO da consultoria de TI Atomic Fission, Dave Torre, “a natureza do negócio deve definir a política de acesso a esses sites”. Ele acha que funcionários do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por exemplo, não precisam das redes sociais e não devem usar as máquinas da organização para acessá-las. No caso de um funcionário do departamento de marketing, passar 15 minutos por dia em sites de relacionamento e em mídias sociais não é, nem de longe, suficiente. Na posição de gerente de TI de uma empresa, é recomendado avaliar qual é a importância desses sites para os funcionários.
Mesmo assim, há determinados tipos de site que não têm qualquer ligação com as atividades da empresa, nem há a menor justificativa para serem acessados - caso dos portais de jogos e sites adultos, por exemplo. Torre relata que volta e meia é procurado por clientes à procura de auxílio para se livrarem de malware inocentemente baixado durante uma sessão de pôquer.
Infelizmente, o simples bloqueio aos sites nem sempre é efetivo. Um funcionário engenhoso vai encontrar um jeito de driblar as restrições no trabalho. Ele vai comprometer a segurança, os dados e até a propriedade intelectual. Quem dá o alerta é o chefe de segurança da companhia de educação digital People Security, Hugh Thompson.
De acordo com Thompson, que também preside o comitê de segurança da RSA, fornecedora de soluções de criptografia que foi adquirida pela EMC, alguns atalhos encontrados na web para driblar os bloqueios são extremamente perigosos. "Eles criam canais na rede pelos quais fluem informações sem passar por qualquer tipo de monitoramento. Assim, até programas de prevenção de vazamentos de informações acabam tendo pouca eficiência”.
Confira abaixo cinco técnicas, das elementares às sofisticadas, usadas por funcionários para romper firewalls e medidas que devem ser adotadas para reforçar a proteções da rede corporativa.
1 - Digitar IP em vez da URL
Em determinadas ocasiões, inserir o endereço IP na barra dos navegadores pode iludir o firewall, caso este se baseie apenas no nome dos domínios para impedir o acesso. Há vários endereços que providenciam números IP para sites. Um exemplo de serviços desses está disponível em baremetal.com., que informa o IP de qualquer site. Copiar e colar esses códigos na barra de navegação dos browsers leva o internauta diretamente até esse conteúdo.
Solução
A maneira antiga de resolver esse problema seria usar uma relação de IPs e inseri-la em um tipo de blacklist. Há várias empresas que fornecem esse tipo de lista. Mas os especialistas recomendam ignorar a questão de IP/URL. Em vez de barrar, procure examinar o conteúdo de cada site. Isso vai exigir mais tempo para depurar as informações, mas é eficiente.
Determinadas páginas podem “importar” seções de outros sites. Se o endereço que importa essas informações for liberado, todas as requisições feitas ao conteúdo de outra página serão automaticamente “abençoadas”. O conselho é examinar o código fonte de cada site acessado.
Cloud computing é difícil?
O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA




