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Virtualização: entenda os diferentes modelos de licença

Os fornecedores ainda divergem sobre o modelo de cobrança do software nos ambientes virtualizados.

Computerworld/EUA

16 de agosto de 2010 - 16h24
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Virtualizar pode ser uma excelente solução para amenizar o TCO (custo total de propriedade) relacionado ao hardware (desktops e por servidores). Contudo, os benefícios nem sempre se estendem para o ambiente de licenciamento de software, por conta da falta de padronização dos modelos de negócio implementados pelos fornecedores, de acordo com Amy Konary, diretora de pesquisas da consultoria IDC.

Na mesma linha, Ray Wang, sócio da consultoria Altimeter Group, analisa que hoje existem dois principais formatos de cobrança do software virtualizado. O primeiro deles é aquele no qual o fornecedor cobra pelo hardware – independente do número de CPUs –, enquanto o segundo envolve a cobrança de uso por CPU.

Além disso, é comum que os fabricantes insistam na aquisição de uma licença por máquina, mesmo que o equipamento seja utilizado apenas para funções secundárias, como backup. 

O diretor de TI da fabricante de rolos de impressão Rota Dyne, Kirk Patten, relata que economizou algumas dezenas de milhares de dólares com a adoção do sistema de virtualização oferecido pela VMWare. Ele relata que, apesar de ter de pagar por licenças para cada um dos equipamentos, inclusive aqueles de contingência, conseguiu reduzir os gastos com o volume total de licenciamento.

Gerenciar o ambiente de softwares virtualizados, por outro lado trouxe desafios inesperados para a equipe de TI. O principal deles foi gerenciar esses ambientes, nos quais é possível implementar novas funcionalidades de forma rápida. O que exige a implementação de soluções para gestão dos ativos de software virtualizados e que começam a ser oferecidas pela indústria.

Especialista concordam em uma coisa: os preços de licenças para máquinas virtuais são tão volúveis quanto os modelos tradicionais. Alguns fornecedores, como a VMware e a Citrix, optam pela adoção de pacotes alternativos, nos quais os valores são cobrados por média de acessos em horários de pico. Contudo, contratos desse tipo podem implicar em custos até duas vezes superior ao da aquisição de licenças individuais.

Assim, a lição que fica para quem pretende adotar a virtualização é que só com muito estudo as corporações conseguirão descobrir se o modelo pode ajudar a reduzir, ou não, o valor das licenças de software.

 

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