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Gestão
Kawasaki: em redes sociais, empresas não podem esperar para ver
Durante Digital Age 2.0, o autor e investidor usou o Twitter num estudo de caso para mostrar como negócios podem tirar proveito das novas mídias.
Robinson dos Santos, do IDG Now!
Na rede social de 2010, tal como ocorreu com a internet em 1995, adotar uma postura de “esperar para ver” não é a melhor estratégia. Em sua palestra no Digital Age 2.0, nesta quarta-feira (18/8), e que foi transmitida via videoconferência, o escritor e investidor Guy Kawasaki ressaltou, com base num exemplo do Twitter, como empresas podem tirar proveito das novas possibilidades de interação digital.
Em sua introdução, Kawasaki lembrou os tempos em que era funcionário da Apple – na década de 1980, seu papel era o de evangelista de marketing para a então estreante plataforma Macintosh. “Éramos os que gastávamos o dinheiro ganho com o Apple II”, rememora. Desde então, ele se tornou empresário de startups e, mais recentemente, investidor de risco.
Em seu olhar sobre a Internet, é como se um profissional de marketing de 1995 tivesse feito uma viagem no tempo, sem escalas, a 2010. “Se você olha para tudo que há hoje em mídia social, é como estar na Disneylândia. Há tantas coisas a fazer”, considera. “Eu, por exemplo, vejo o Twitter como uma plataforma de marketing melhor que a TV.”
Abordagem tática
Kawasaki é bastante tático na forma
como usa o microblog. “A primeira coisa que se pode fazer com o
Twitter é descobrir o que andam falando de você. Com a busca do
Twitter, eu posso conhecer o sentimento que meus clientes, meus
potenciais clientes e meus concorrentes têm manifestado”, conta.
O investidor - que também é dono de uma startup de Internet, o agregador de notícias AllTop – explicou como faz buscas no Twitter para selecionar apenas mensagens enviadas de ou para determinada conta, filtrando os resultados por meio de uma palavra-chave. “Antes das redes sociais, isso seria considerado espionagem”, considera.
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