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Gestão
SaaS: cinco passos para implementar o modelo
Especialistas citam quais os cuidados e as análises necessárias para adotar o modelo de software como serviço.
CIO/EUA
Desde que assumiu o comando de TI da Matson Navigation – empresa norte-americana de transporte marítimo de cargas, avaliada em 1,5 bilhão de dólares –, o CIO da companhia, Peter Weis, tem feito uma verdadeira revolução na TI. Um dos pontos-chave do processo foi migrar boa parte dos aplicativos da companhia para fornecedores externos, no modelo de SaaS (software como serviço).
Por trás da decisão de adotar o SaaS está uma estratégia da companhia para reduzir os custos e os riscos gerados com a manutenção e a atualização do aplicativos. Mas, antes de embarcar no modelo, um dos cuidados do CIO foi analisar quais as soluções fariam sentido para a empresa.
“Vemos, hoje em dia, muitas companhias que se atiram em direção ao SaaS ou em projetos de cloud computing (computação em nuvem) sem qualquer estratégia”, afirma o diretor de pesquisas da consultoria de negócios Sand Hill, Kamesh Pemmaraju. “Há uma infinidade de iniciativas em diversos departamentos, todos querendo retorno rápido. Mas todas as tentativas são muito restritas”, acrescenta.
Segue uma relação de cinco dicas para realizar uma migração bem-sucedida para o modelo de software como serviço e que traga benefícios concretos para a organização.
1. Entenda os motivos de adotar o SaaSA agilidade nos processos comerciais supera a questão de economia como o principal motivador dos projetos de software como serviço, de acordo com um estudo realizado com 500 líderes de TI, pela Sand Hill, em março deste ano. Quase a metade dos entrevistados (49%) afirmou que a rapidez é o aspecto mais interessante do SaaS, ao passo que 46% disseram que o modelo se destaca pela possibilidade de cortar custos. Em terceiro lugar vem a preocupação em reduzir a carga de trabalho da atual equipe de TI.
Ao mesmo tempo, apesar dos CIOs estarem muito interessados em SaaS, a disseminação do modelo não tem acontecido por diretrizes do departamento de TI – mas por iniciativas do resto da organização.
“As pessoas têm a mania de pensar no SaaS como se fosse uma opção tecnológica, o que não é verdade”, diz Pemmaraju, da Sand Hill. Ele relata que o modelo deve estar alinhado à estratégia corporativa.
2. Avaliar a arquitetura e a equipeAntes de Weis, da Sand Hill, escolher qual fornecedor de SaaS seria o escolhido, ele fez um inventário de todo o contingente de hardware e de aplicativos da companhia para definir a melhor arquitetura.
“Nossa intenção era dispor dos mesmos aplicativos que usamos localmente, baseados em uma arquitetura distribuída e com servidores de aplicativos J2E, mas na nuvem”, relata. Para se preparar para esse modelo, o CIO conta que foi necessário reestruturar a equipe interna de TI. “Contratamos profissionais com as novas habilidades que precisaríamos, compondo um grupo de verificação de qualidade, uma unidade de testes e um time para a arquitetura”, detalha.
Um planejamento desse tipo é benéfico às empresas em longo prazo. Mas os próprios fornecedores têm facilitado o trabalho das equipes de TI usuárias, ao aprimorar constantemente as maneiras de integrar o SaaS aos aplicativos internos, por meio de APIs (interfaces de programação dos aplicativos).
3. Realize um inventário e enxugue o número de aplicativosHá um número bem pequeno de empresas com um grande parque instalado de TI que conseguem ter um controle total sobre o número de aplicativos que rodam na rede. E isso leva a uma série de histórias de terror do setor. O CIO da Matson conta que quando ele entrou na companhia, uma das três unidades de negócio tinha 26 sistemas de gestão empresarial (ERP), como resultado de diversas fusões e aquisições realizadas pela companhia.
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