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Estudo: como o orçamento de TI afeta resultados financeiros

A falta de transparência nos números cria relatórios financeiros distorcidos e afeta as decisões, relata a Forrester Research.

CIO/EUA

01 de setembro de 2010 - 12h54
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Por décadas, o trabalho do departamento de TI foi considerado uma verdadeira ‘caixa preta’. Assim, os demais profissionais da empresa tinham pouca ideia do que os funcionários da área de tecnologia faziam durante todo o dia.

Esse mesmo pensamento vale para os orçamentos da área de tecnologia da informação, os quais são pouco compreendidos pelo resto da empresa. Mas, segundo um relatório da Forrester Research, essa postura afeta não só o departamento de TI como os resultados financeiros das organizações como um todo.

O documento da Forrester, intitulado From Black Box to Glass Box: Case Studies in IT Financial Transparency  (Da Caixa Preta para a Caixa de Vidro: Estudos de Caso sobre Transparência Financeira em TI, em tradução livre para o português), aponta que as organizações precisam rever a maneira como controlam os orçamentos da área de tecnologia.

“Nas empresas bem-sucedidas, os departamentos de TI fizeram a transição, deixando a posição de gerenciadores dos ativos de tecnologia para se transformarem em provedores de serviços internos”, escreve o analista responsável pelo estudo, Craig Symons. Essa mudança, segundo ele, exige que o CIO e sua equipe criem serviços voltados ao negócio, ofereçam isso para o resto da organização a partir de um catálogo e passem a cobrar pelo trabalho executado às diversas áreas de negócio.

Para os executivos não ligados à TI, a frustração com a falta de transparência da área de tecnologia ficou mais evidente em 2009, analisa Symons. Ele relata que as empresas passaram a questionar a fatia do orçamento destinada ao setor e de que forma esse valor trouxe resultados para a organização.

"Os gastos de TI são, na maior parte dos casos, divididos por categorias que, de forma geral, refletem como os ativos são adquiridos e pagos, mas dificilmente mostram como são usados", escreve o analista. Na prática, ele detalha que enquanto o departamento de tecnologia adquire servidores, discos de armazenamento e licenças de software, os usuários consomem serviços como e-mail, suporte, acesso à internet, hospedagem, entre outros.

A melhor maneira para os CIOs conseguirem uma transparência maior nos gastos de TI é transferir o orçamento para as diversas áreas de negócio. Quando isso, não acontece, o relatório informa que as empresas tendem a enfrentar dois grandes problemas:

1.    Resultados financeiros distorcidos. Quando todos os custos de TI são contabilizados dentro das despesas gerais e administrativas, há uma distorção das contas, em especial, para calcular o lucro e a rentabilidade dos produtos.

2.    As decisões ficam comprometidas. Como resultado de um resultado financeiro distorcido, os executivos podem tomar decisões equivocadas em relação a investimentos em determinados produtos. Sem contar que a empresa tem dificuldades de avaliar o trabalho da TI de forma adequada.

A transparência de custos em TI não é  algo “bom de ter”, elenca Symons, “mas uma exigência para as organizações que quiserem continuar competitivas”, acrescenta.

(Por Thomas Wailgum, da CIO/EUA)

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