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Gestão

CIOs brasileiros contam desafios de preparar orçamento de 2011

Tatiana Americano, da CIO e Computerworld

08 de setembro de 2010 - 07h05
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Um dos segredos para o sucesso da iniciativa, revela o executivo, é ter mecanismos de governança para tomar decisões baseadas em métricas claras e sempre prever que uma parcela do orçamento será destinada a projetos que não estão previstos no planejamento anual.

Alinhamento ao negócio
O CIO da Comgás (Companhia de Gás de São Paulo), Roberto Newton Carneiro, conta que também descobriu nas ferramentas para gestão de portfólio excelentes aliadas para facilitar o planejamento anual do seu departamento. Mas ele atribui que grande parte do sucesso no alinhamento de sua área às expectativas dos demais departamentos está na criação de uma equipe de relacionamento e de processos.  “Isso fez com que deixássemos de ser encarados apenas como os tiradores de pedido”, destaca o executivo.

Carneiro conta que a equipe foi criada há cerca de dois anos, depois que ele percebeu a necessidade de ter uma interface mais próxima com as diversas unidades de negócio da companhia. O objetivo era que representantes de TI acompanhassem o dia-a-dia das diversas áreas, com o intuito de detectar projetos, verificar o andamento das iniciativas e sugerir melhoria de processos. Segundo o CIO, atualmente, quase todos os novos investimentos realizados por seu departamento – validados depois por um comitê de projetos corporativos – são gerados por essa equipe de relacionamento e processos e consolidados na ferramenta de gestão do portfólio, que analisa fatores como alinhamento à estratégia de negócios, recursos necessários, custos operacionais, entre outros itens.

Na mesma linha, o CIO da Electrolux, André D´Oro, baseia seu planejamento de projetos anuais nas considerações de um grupo de analistas de TI. Eles têm como principal incumbência capturar as demandas das diversas áreas de negócio e negociar as prioridades, a partir de um sistema no qual a companhia separa todas as iniciativas em quatro grandes grupos: inovação, consolidação, manutenção e melhoria na entrega.

A equipe de analistas de TI da Electrolux também assume a missão de ajudar a administrar um dos principais desafios de qualquer CIO: analisar os custos operacionais (Opex) do departamento de tecnologia. “Preciso estar o tempo todo de olho se os meus serviços estão realmente competitivos. Para isso, analisamos se os concorrentes conseguem fazer mais com menos recursos, ou vice-versa”, relata D´Oro. “Temos sempre a preocupação de cortar a gordura da TI, mas sem afetar a musculatura e os ossos”, acrescenta.

Texto retirado de reportagem da revista CIO de julho/agosto de 2010

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