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Análise de negócios exigirá um novo perfil profissional

De acordo com um dos principais executivos da SAS, o "cientista das informações" poderia derrubar barreiras entre a montanha de dados e a tomada de decisões.

Rodrigo Afonso, da Computerworld*

28 de outubro de 2010 - 17h36
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As empresas precisam, com urgência, de um profissional que haja como um “cientista das informações”. Alguém que reúna as habilidades de um programador, de um estatístico e de um excelente contador de histórias, para traduzir cenários em tempo real às organizações. Essa é a opinião do vice-presidente sênior e principal executivo de marketing da SAS, Jim Davis.

Para Davis, de nada adianta a companhia comprar tecnologias e software de análises se não tiver profissionais que traduzam a realidade, para que ela não fique atrás em um mercado muito veloz em termos de transformação. “Esse é um ponto fundamental para fazer a transição do BI (Business Intelligence) tradicional, um modelo reativo, para a análise de negócios em tempo real, que é proativo e é o que pode trazer diferenciais”, avalia.

Esse profissional também teria o papel de derrubar uma barreira que ainda persiste nas empresas: de um lado, a montanha de dados. Do outro, os setores responsáveis por tomadas de decisões.

Davis usa o caso de empresas de tecnologia para exemplificar o que quer dizer. A Nokia, como fabricante de celulares, sempre pensou em seus produtos como equipamentos para realização de ligações telefônicas e que eventualmente desempenhariam outras atividades. Então veio o iPhone, que mostrou que o mercado estava orientado para equipamentos completos, que fariam papel de telefone apenas eventualmente. “O resultado foi a queda brutal das ações da companhia em um espaço de 3 anos”.

Outro exemplo é a Microsoft. Embora ainda mantenha sua receita, a companhia vive de modelos muito ultrapassados e tem um futuro incerto. Ainda não mostrou a que veio no mercado de tablets e de smartphones e terá tempos difíceis pela frente.

Nem o Google escapou das críticas de Davis. A companhia, muito bem sucedida no mercado da busca, tem 99% de sua receita de anúncios. Mas falhou em ser bem sucedida na área de redes sociais, que vêm abocanhando fatias significativas dos anúncios online e agora está ameaçada por companhias como Facebook.

Ainda no tema mídia social, Davis aproveitou para destacar a importância do ambiente no novo cenário de análises com outro caso da vida real. A marca de vestuário GAP recentemente resolveu mudar o logo e descobriu que ela estava sendo muito mal falada nas redes sociais. O resultado foi a volta para o logo anterior.

Segundo Davis, a companhia não tinha uma forma estruturada de analisar as redes, mas nesse caso a repercussão foi muito óbvia. “Se as redes não existissem, provavelmente a empresa teria contratado uma agência para realizar pesquisas e descobrir, depois de 12 meses sendo mal falada nos círculos sociais, que o novo logo era odiado”. No entanto, a maioria das informações soltas nas redes não é óbvia, reforçando a importância de sua consideração por parte das estratégias de análises de negócios das empresas.

*O jornalista viajou a Las Vegas a convite da SAS Brasil

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