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Sintonia entre TI e negócios ajuda o ingresso de instituições financeiras na nova fase bancária

Profissionais das áreas de negócios concordam que parceria é vital para possibilitar mais valor nos projetos e melhorias aos clientes.

Déborah Oliveira

21 de junho de 2012 - 16h29
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Inovação tecnológica é imperativo para os bancos, que estão sob enorme pressão, seja por natureza macroeconômica ou vivenciando o reflexo da crise que ronda a Europa. Parte da jornada de inovar para crescer impacta na agenda de tecnologia dos bancos, opina Alexandre Gouvea, sócio-diretor da consultoriua McKinsey. Esse cenário, prossegue, ganhou um aditivo. “Instituições não-bancárias estão abrindo novos caminhos, como pagamentos peer-to-peer e  mais rápidos, além de serviços de valor agregado”, afirma. 

Por esse motivo, as instituições financeiras precisam acelerar o passo para garantir novos e melhores serviços, mas também reduzir custos. “Os desafios dos bancos são diversos, entre eles, possibilitar a transformação, aprimorar atendimento e estabilidade e garantir eficiência”, diz Gouvea. 

O executivo adiciona alguns itens na lista. Entre eles, a demanda do usuário por experiência multicanal, disponibilidade permanente na velocidade da luz, conteúdo que deseja, onde e quando quer ser reconhecido como indivíduo e não mais parte de um grupo, honestidade e transparência.

“Um caminho que tem de ser seguido é repensar a interação de TI e negócios. A parceria com a área deve existir para identificar oportunidades de transformar soluções em vez de simplesmente entregar pedidos”, ensina.

Hideraldo Dwight Leitão, diretor do Banco do Brasil, concorda. “TI é cada vez mais parte dos negócios. Observamos com satisfação nossa área de tecnologia da informação participando de grandes projetos desde a concepção, porque é uma estratégia fundamental para obter valor”, afirma. De acordo com ele, o desafio dos bancos hoje é atuar em grande escala, mas com qualidade de quitanda. Ele explica. “Quando era criança, ía até à quitanda e o dono já identificava que tipo de produto eu queria, e mais além: sabia exatamente o que eu podia querer sem que nem eu mesmo soubesse. É o valor agregado que não se pode perder”, compara.

Para Paulo Nergi Boeira de Oliveira, diretor-executivo na Diretoria Executiva de Estratégia e Distribuição da Caixa Econômica Federal, afirma que as instituições financeiras passam por um momento de transformação e a TI é aliada. “Buscamos redução de custos, automatização de processos, mas também temos de olhar para o futuro para lidar com demandas de canais convergentes”, observa.

No Banco Bradesco, Arnaldo Nissental, diretor Departamental, diz que com a explosão do acesso aos canais digitais, o trabalho a quatro mãos é vital. “Atualmente, atuamos para integrar os mundos online e offline”, afirma. “Não tem jeito. O universo digital veio para ficar e o crescimento será maior daqui para frente. No Bradesco, 91% das transações já foram feitas em canais digitais. É preciso estar preparado”, conclui.



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