Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD

Gestão

Fernando Birman é Diretor de Estratégia e Arquitetura de TI do Grupo Rhodia e trabalha em Lyon (França).

ERP: Vivo ou morto

Apesar de toda revolução da tecnologia da informação, a maior parte da economia baseia-se nos processos de negócios clássicos, que foram melhorados pela TI, mas são fundamentalmente os mesmos de décadas atrás.

31 de março de 2010 - 08h00
página 1 de 1

Em julho de 1999, meu primeiro artigo como colunista do Computerword foi sobre ERP. O título bastante sugestivo era: "O ERP morreu, viva o ERP". Mais de uma década depois, pude constatar que ele morreu e renasceu várias vezes. Afinal, o que esse acrônimo tem de especial?

Para começar, ERP não é uma coisa só. São duas e tão ligadas que é difícil separá-las. A primeira é um modelo de negócios, um conjunto de práticas que englobam as atividades de uma empresa, desde o planejamento à execução. A segunda é a solução informatizada que suporta esse modelo. De fato, nos dias de hoje, elas são tão inseparáveis que seria inconcebível um ERP na base do lápis e papel. A primeira parte é a alma, a segunda é o corpo.

O ERP como modelo de processos, a alma, não costuma morrer. Apesar de toda revolução da tecnologia da informação, a maior parte da economia baseia-se nos processos de negócios clássicos, que foram melhorados pela TI, mas são fundamentalmente os mesmos de décadas atrás. O núcleo funcional do ERP permanece intacto para muitos.

Nem por isso ele está parado. Tem sido engordado sob vários aspectos:

1. incorporação de soluções mais completas em áreas como CRM, governança corporativa, planejamento operacional, integração com chão de fábrica, entre outras;

2. Adoção de soluções verticais, especializadas e adaptadas a determinados segmentos de mercado;

3. Ampla integração com parceiros de negócio para transações comerciais, gestão de projetos e desenvolvimento de novos produtos;

4. Maior foco na análise dos dados, na forma de melhor compartilhá-los e visualizá-los pelos diferentes tipos de usuários existentes numa organização.

A adição de tanta riqueza funcional levou nosso outrora monolítico e enxuto pacote integrado a uma complexidade sem igual, cada vez mais difícil de manter e incompatível com a realidade empresarial, que exige flexibilidade e velocidade. Daí, uma série de insatisfações com o ERP.

No lado tecnológico do ERP, o corpo, encontramos um mundo ainda mais vibrante. Com o anseio de atender às nossas expectativas e movidos pela força inovadora da informática, os criadores de ERP descartam e reconstroem seus produtos ao sabor das ondas da tecnologia. A Internet, o software livre, a arquitetura orientada a serviços e a "cloud computing" deixaram a sua marca. Este último é um dos principais eixos de evolução do conceito nos próximos anos.

SAP e Oracle, os grandes fornecedores de soluções ERP, ainda possuem grande parte da sua base de clientes na dita velha economia, muito menos dinâmica do que o mundo da TI. Dessa forma, muitos deles acabam sofrendo uma dupla pressão: a insatisfação dos seus clientes internos e o trator da renovação dos fornecedores. Em tempos de vacas gordas, as diferenças são facilmente resolvidas. Com as vacas magras, os problemas vêm à tona e tudo é questionado - custos, serviços, aspectos técnicos e funcionais.

Não posso recriminar aqueles que preferem esquecer o acrônimo. O ERP compreende um espectro de soluções bastante diversificado e complexo. As palavras pacote ou sistema mal podem retratar o que está por trás do dia a dia das transações eletrônicas de uma grande corporação atual.

O ERP não está morto, sofre de obesidade mórbida. Os assassinatos recorrentes do ERP são um mal necessário. Resta-nos acreditar e trabalhar para que as novidades tecnológicas venham para nos trazer as promessas de organizações cada vez mais ágeis e rentáveis.


Publicidade
Publicidade
As mais lidas
 

Assista alguns momentos do
CIO Global Summit Porto Alegre 2011

CIO Global Summit Porto Alegre 2011

Próximos eventos

Curitiba - PR
06 de Abril

Belo Horizonte - MG
09 de Julho

Campinhas - SP
04 de Agosto

Rio de Janeiro - RJ
20 de Outubro

Cloud computing é difícil?

Cloud computing é difícil?

O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA

Confira a edição especial da Computerworld

Consulte o ranking atual

O CW 300 é uma base de dados econômicos e financeiros que cobre as 300 maiores empresas de tecnologia da informação e telecomunicações instaladas no Brasil.

SAIBA MAIS >>

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar em 2010

SAIBA MAIS >>

Publicidade
Newsletters
Assine a Computerworld