Governança
Brasil deve aumentar em 20% seus 13 mil profissional certificados em ITIL
Instituto Exin, que tem o direito concedido pela dona da marca ITIL (Office of Government Commerce – OGC) de realizar e corrigir certificações em ITIL, aposta na demanda.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
Só em 2007, o instituto independente Exin, que junto com o Iseb, o Loyalist, o Dansk IT e APMG é o único autorizado a oferecer testes e certificações em ITIL no mundo, vendeu 5 mil exames. Segundo a gerente regional do grupo holandês, Luciana Abreu, a demanda é grande e o total de pessoas que prestam os exames é bastante parecido com o número de aprovados. “Depois de um crescimento de 25% entre 2006 e 2007, esperamos um aumento nas certificações de 20% este ano”, afirma.
O Exin chegou oficialmente ao Brasil com escritório há alguns anos porque identificou que a busca aqui era até maior que em outros países. “O aumento na procura também tem a ver com a operação local instalada e a oferta de muitos certificados em português”, avalia Luciana. Desde 2004, o instituto já realizou 13 mil testes de certificado em ITIL no País e no mundo todo foram 156 mil em 2007 (entre 1993 e 2007 350 mil) – sempre para pessoas e não para empresas.
A média de aprovação é de 89% para quem presta o primeiro nível do ITIL, chamado Foundation; 76% para quem presta o segundo nível, o Practitioner; 62% para o Service Support; 59% para o Service Delivery. “Essas são as taxas mundiais, mas no Brasil o resultado é bastante parecido, principalmente depois que a Exin passou a oferecer algumas provas em português”, conta.
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A meta da Exin em sua operação local é indicar aos interessados em buscar certificação que existem empresas de treinamento credenciadas pelo instituto que são avaliadas por sua qualidade e, portanto, confiáveis. “Mas também há gente de má fé que copia a literatura do assunto e, por ter o certificado, acha que pode oferecer treinamento. E isso é pirataria e vamos lutar contra”, afirma.
Por isso, a empresa sugere aos interessados consultarem as empresas parceiras da Exin, listadas em seu site, para evitar investimentos mal feitos. “É como se o profissional comprasse um tênis falso e ele machucasse o pé por causa disso”, compara.


