O gerente de novas tecnologias da IBM, César Taurion, diz que a decisão era esperada porque o padrão não está maduro e não garante compatibilidade com o legado.
O grupo que avaliou a opinião nacional sobre a aprovação ou não da proposta da Ecma de tornar o OpenXML um padrão ISO – representado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – levantou uma dezena de problemas técnicos e por isso a decisão pelo “não, com condicionantes” anunciada pelo País é esperada e lógica, segundo César Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM Brasil.
Entre esses problemas – que significam que o padrão proposto não garante a compatibilidade com o legado – não estão especificado itens como a incapacidade de suportar caracteres chineses e a capacidade de inserir códigos binários. “A impressão que fica é que foi um padrão feito às pressas, sem refinamento”, comenta.
Portanto, o grupo decidiu não contrariar a recomendação de que seria um bom padrão aberto. “A conclusão é de que o OpenXML não está maduro o suficiente e por isso não acreditamos que valha a pena voltar à prancheta para recomeçar se já temos um padrão ISO pronto que não exclui nenhuma tecnologia”, afirma.
O executivo diz que outros países estão preparando seus votos, mas que o quadro ainda está indefinido e que a International Organization for Standardization (ISO) vai coletar todas as respostas no dia 02 de setembro deste ano.
“Numa situação hipotética de não aprovação, o padrão teria de ser refeito – mas isso não faz muito sentido, porque o padrão aberto ODF já está aprovado e inclui a todos, esse seria o caminho mais natural”, finaliza.