Infra-estrutura
Silverlight: 6 fatores que vão decidir o destino da tecnologia
A batalha contra o Flash da Adobe vai definir qual tecnologia vai ser dominar o mercado de RIA (rich internet applications).
Por Computerworld, EUA
Desde a liberação da versão anterior, no ano passado, o Silverlight tem sido alardeado como o “Flash killer” da Microsoft – pronto para desafiar o Flash da Adobe (e ferramentas de desenvolvimento Flex associadas) no espaço multimídia online.
A versão beta do Silverlight 2 (liberado em março) mostrou que a Microsoft, na verdade, tem uma chance de desafiar a extremamente popular plataforma da Adobe. Mas a adoção do Silverlight por desenvolvedores ainda precisa decolar. Na realidade, de acordo com muitos observadores, não se trata apenas de superar, ou simplesmente alcançar, a tecnologia Flash.
Segundo analistas da indústria e desenvolvedores web familiarizados com ambas as plataformas, as chances do Silverlight na arena de desenvolvimento de rich internet applications (RIA) ao entrar no seu segundo ano de existência.
1. Tecnologia da
Microsoft na web
Em primeiro lugar, o Silverlight foi concebido para levar o
modelo de programação do Windows Presentation Foundation (WPF) aos aplicativos
web e, com isso, à grande comunidade de desenvolvedores .Net.
Entre as soluções da Adobe e da Microsoft “não existe uma guerra de recursos, já que cada plataforma pode apregoar algumas vantagens. O Silverlight tem mais a ver com levar o ecossistema de desenvolvedores da Microsoft para a web”, diz Al Hilwa, analista da empresa de pesquisa de mercado IDC.
“Ele permite que a tecnologia da Microsoft tenha uma história de mídia rica para a web. Antes não tinha, agora tem”, explica Jesse Warden, que desenvolve profissionalmente em Flash desde 1998. “Isso significa que eles podem utilizar e usar como interface em grande parte de sua tecnologia”, observa Warden, que também começou a trabalhar com o Silverlight.
Greg DeMichillie, analista da Directions on Microsoft, descreve o Silverlight 1.0 como “limitadamente focado em vídeo. A verdadeira ação tem início com a segunda versão”. Atualmente em beta e com liberação prevista para este ano, o Silverlight 2 deverá seguir mais o tipo de programação GUI “hard core” que a plataforma Flex da Adobe oferece. Vai explorar as tecnologias para desenvolver outros pontos fortes da Microsoft: Visual Studio, C# e .Net Framework.
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“O Visual Studio é o máximo”, elogia Warden. “Eu me pergunto por que o plug-in Eclipse para o Flex Builder não tem algum recurso fantástico do Visual Studio.”
“Tudo indica que o Silverlight 2 será um rival poderoso do
Flash e do Flex em um curto prazo. Então a guerra será em torno de onipresença,
corações e mentes de desenvolvedores e controle da web”, antecipa Michael Cote,
analista da RedMonk.
2. O eterno apelo do
desenvolvimento em Flash
Hoje, a Adobe é a líder. Mas o Flash, embora tenha evoluído
tecnicamente ao longo dos anos, ainda é um tanto “peculiar” da perspectiva de
desenvolvimento pesado, na opinião de Hilwa.
Entretanto, o Flash continua a seduzir a maioria dos web designers e animadores, mesmo com os aprimoramentos que chegaram com a nova versão do Silverlight.
“A versão 1 do Silverlight era OK. A versão 2, definitivamente, é ótima, em especial comparada ao estágio em que se encontra o Flash Player 9”, observa Warden. “De qualquer forma, continuarei com o Flex e o Flash. São mais divertidos e há mais dinheiro a ganhar.”
3. Suporte multiplataforma mais amplo
“Estou sempre esperando que a .Net CLR [Common Language
Runtime] seja algo sensacional. Mas, sem sólido suporte multiplataforma de
runtime e ferramentas, os benefícios da CLR são limitados a desenvolvedores
Windows”, diz Cote. “Se houver um bom recurso multiplataforma e até open source
em termos de runtimes e ferramentas, novos desenvolvedores também irão se
interessar.”
Na realidade, o conselho de Warden para que a Adobe continue
fazendo com que seu sistema Flex seja competitivo com o Silverlight coincide
com a visão de Cote sobre o que a Microsoft deve fazer em relação a futuras
iterações do Silverlight: “Mantenha forte a mentalidade open source e acompanhe
o suporte ao Linux”.


