Publicidade

Infra-estrutura

Cezar Taurion é gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil.

Por que se fala tanto sobre padrões de formato de documentos?

Todo gestor de TI deveria acompanhar a evolução dos padrões para formato de documentos bem de perto, solicitando à sua equipe de arquitetura tecnológica que se posicione.

17 de abril de 2008 - 15h37
página 1 de 1

O debate sobre padrões de formato de documentos não é uma questão secundária. Envolve decisões no nível da arquitetura tecnológica das empresas, atitudes que tomadas hoje vão se refletir nos próximos anos.

E porque não é uma questão secundária? Poucas empresas têm idéia de quantos documentos (textos, planilhas e apresentações) são gerados anualmente, quantos devem ser armazenados (porque e por quanto tempo) e qual o volume de troca de documentos  para o mundo exterior de parceiros, clientes e entidades governamentais. Documentos armazenados representam a memória da empresa, preservando conhecimentos, textos e fórmulas que serão necessários no futuro.

Muitas vezes não são simples planilhas, mas escondem dentro de si fórmulas críticas ao negócio. O numero de documentos eletrônicos armazenados aumenta constantemente, uma vez que mais e mais se usa documentos totalmente digitais. O papel é usado apenas para facilitar a leitura, com o armazenamento tornando-se 100% digital.

Portanto, ter certeza que estes documentos poderão ser acessados no futuro é fundamental e é de responsabilidade do gestor de TI prover o direcionamento tecnológico que garanta esta preservação e posterior recuperação.

A decisão de adotar uma tecnologia que embute um padrão de fato foi adequada há dez ou quinze anos atrás. Naquele tempo, não haviam alternativas e o único meio de acesso aos sistemas de informação era via PCs.

Nem a Internet existia como a conhecemos hoje. Mas, o cenário atual é totalmente diferente e as decisões estratégicas referentes a padrões e tecnologias não podem ser baseadas em hábitos, mas nas necessidades atuais e futuras da empresa. Hoje temos diversas tecnologias de acesso a sistemas de informação e os PCs são apenas mais um meio.

Imaginem daqui a cinco anos qual não será o poder computacional de um celular! Imaginem a TV digital em sua plenitude! Novas tecnologias de software como wikis e redes sociais! Criar documentos não é mais campo exclusivo das suites de escritório baseadas em PCs. O que precisamos agora? Um padrão de formato de documentos aberto, independente de fornecedor, que permita a criação e uso de documentos por quaisquer meios tecnológicos.

A adoção de um formato de documentos inteiramente aberto, não controlado (mesmo indiretamente, quando a implementação de referência é um aplicativo específico) por nenhum fornecedor que crie as bases para quebrar a situação monopolista atual e incremente a competição entre produtos, é de extremo valor para o mercado.

O contexto atual do cenário das suítes de escritório, monopolista, cria uma situação prejudicial ao usuário: há uma tendência natural de maximização do preço, minimizando-se o investimento em inovação.

É o que acontece, em todas as indústrias, quando não há competição real! Esta situação é que está mudando: hoje existem alternativas reais, um padrão de formato de documentos realmente aberto e independente de fornecedor (ODF) e um cenário tecnológico diverso do cenário em que o monopólio cresceu e se consolidou.

Portanto, todo gestor de TI deveria acompanhar a evolução dos padrões para formato de documentos bem de perto, solicitando à sua equipe de arquitetura tecnológica que se posicione quanto ao padrão de formato a ser adotado pela empresa.

Publicidade
As mais lidas
Publicidade
coluna tv
Newsletters

Publicidade

Assine a Computerworld
Banca Now!Digital Business