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Cerca de 60 milhões de Windows XP são piratas, diz Microsoft

Cerca de 60 milhões de PCs em todo o mundo falharam na validação da ferramenta que verifica violações na política licenças da Microsoft de alguma maneira.

Por COMPUTERWORLD

26 de julho de 2006 - 16h47
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Sob acusações de que o Windows Genuine Advantage (WGA) identifica erroneamente cópias genuínas do Windows XP como pirateadas, a Microsoft tomou a decisão pouco comum na última semana de divulgar estatísticas sobre a efetividade do programa pela primeira vez em um blog da Rede de Desenvolvedores Microsoft.

De acordo com informações publicadas por Alex Kochis, diretor de licenças do time do WGA, cerca de 60 milhões de PCs em todo o mundo falharam na validação da ferramenta que verifica violações na política licenças da Microsoft de alguma maneira.

A maioria dos anúncios de "falsos positivos" do WGA "era provenientes de dados erroneamente computados que foram rapidamente corrigidos e apenas ocorreram por um curto período de tempo", escreveu Kochis. O diretor afirmou que apenas "uma fração de porcentagem" dos 60 milhões de cópias taxadas de ilegal era na verdade genuínas.

Ao se considerar o número de usuários do Windows XP (a ferramenta foi instalada em 300 milhões de computadores com o sistema da Microsoft), a fração de porcentagem poderia ainda representar que centenas de milhares de cópias genuínas do sistema foram indicadas como piratas.

Desde abril, quando a Microsoft integrou ao seu programa WGA a ferramenta que rastreava o PC do usuário, o pequeno aplicativo virou alvo de reclamações de usuários alegando que suas cópias legais do Windows falharam a passar pelo WGA.

De acordo com Kochis, 20% dos trezentos milhões de cópias do Windows XP que participaram do programa WGA eram apontadas como falsas.

"Em muitos destes outros cenários, o usuário do sistema tem conhecimento de que o aplicativo não é genuíno ou não está propriamente licenciado", disse Kochis.

Cerca de 80% destas falhas, ou 48 milhões, é resultado de roubos em volume de licenças do Windows, de acordo com Kochis. Para aumentar a conveniência, grandes clientes da Microsoft, como corporações ou escolas, ganham uma única chave de licença que poderá ser usada para instalar o Windows XP em múltiplas máquinas. Tais chaves podem ter sido roubadas e redistribuídas pela internet.

"Uma chave de licença de uma universidade norte-americana acabou em milhões de computadores na China, por exemplo", escreveu. Por este motivo, a Microsoft planeja restringir ainda mais a distribuição de licenças para seu próximo sistema operacional, o Windows Vista.

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