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Ex-chairman e ex-CEO acusam conselho da HP de complô

Em entrevistas separadas ao programa '60 minutos', executivas Patricia Dunn e Carly Fiorina acusam o conselheiro de estar por trás do afastamento de ambas.

Por IDG Now!

09 de outubro de 2006 - 12h22
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A ex-presidente do conselho da HP, Patricia Dunn, e a ex-CEO, Carly Fiorina, citaram o membro do conselho da companhia Thomas Perkins como o investigador por trás de seus afastamentos da empresa de tecnologia, segundo entrevistas separadas ao programa de TV nos Estados Unidos “60 minutos”, da rede CBS News.

Dunn respondeu às acusações judiciais de uso de técnicas ilegais para contornar vazamento de informações do conselho da HP à mídia, enquanto Fiorina comentou seu livro - "Tough Decisions: A Memoir", em português “Decisões Difíceis: Uma Memória” – sobre a época que comandava a companhia, que está sendo lançado nesta semana.

Em sua entrevista, Dunn disse ao correspondente Lesley Stahl que Perkins, da empresa de capital de risco do Vale do Silício Kleiner Perkins, lançou uma campanha para forçar a saída da executiva do conselho graças à investigação de vazamento de informações que conduzia. “Foi uma clássica campanha de desinformação e ele estabeleceu as bases de tudo que se acredita sobre esse caso atualmente”, afirmou Dunn.

A executiva fez duas investigações sobre vazamento de informações para a mídia em 2005 e em 2006, nas quais a HP contratou investigadores particulares que usaram falsas identidades para ganhar acesso aos registros de ligações telefônicas de diretores da HP e jornalistas.

Perkins não comentou as declarações de Dunn no “60 minutos”, mas um porta-voz do executivo disse que ele falou com pessoas na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão de regulação financeira dos Estados Unidos, na Federal Trade Commission, órgão de comércio, no Departamento de Justiça e no escritório do Procurador Geral da Califórnia, sobre as técnicas usadas pela executiva.

Dunn afirma que Perkins se voltou contra ela quando ela quis identificar o seu aliado no conselho, George Keyworth, como o executivo que vazou informações à imprensa em janeiro, sobre as deliberações do conselho. Ela afirmou que Perkins queria manter a identidade do informante confidencial, mas que não concordava com isso. Desde então, Perkins, Keyworth e Dunn saíram todos do conselho da empresa.

Fiorina, que foi demitida da função de presidente do conselho e CEO da HP em fevereiro de 2005, disse a Stahl que acredita que Perkins e Keyworth estavam por trás da sua saída também.

A ex-CEO disse que iniciou sua própria investigação sobre vazamentos do conselho no início de 2005, depois que o Wall Street Journal reportou que o conselho considerava uma reorganização de empresa que tiraria alguns poderes de Fiorina. Perkins admitiu ser a segunda fonte da matéria, confirmando informações obtidas por um repórter.

Fiorina disse, sobre Perkins e Keyworth: “ambos estavam alinhados sobre como achavam que eu devia reorganizar os negócios”. Keyworth, outros diretores e a HP recusaram comentar o assunto para o “60 minutos”.

A mídia atribui a saída de Fiorina, na época, à fusão que ela empreendeu entre a HP e a Compaq, em 2002, que não estava funcionando, já que as ações da empresa caíam. Mas Fiorina disse que nunca recebeu nenhuma explicação do conselho sobre sua demissão.

Ela também afirmou que acredita que sua demissão possa ter a ver com seu gênero. “Acho que os homens entendem a necessidade dos homens por respeito de forma diferente que a de uma mulher”, disse a executiva, que em 1999 abalou a idéia de que haveria limitações às mulheres ao ser contratada para comandar a HP. “Estou desapontada em dizer isso, mas acho que é uma verdade inegável”, acrescentou.

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