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Em dificuldades, Novadata entra com pedido de recuperação judicial
Mercado comenta a ausência da fabricante nacional de PCs, mas companhia prefere não dar entrevistas. Processo corre na Comarca de Ilhéus (BA), onde fica a fábrica.
Por Alexandre Scaglia e Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
A história parece se repetir. O instrumento de recuperação judicial, ainda tão recente na nova Lei de Falências, recebeu recentemente a inscrição de uma segunda fabricante nacional de computadores, menos de dois anos após o primeiro caso.
Depois do episódio Metron, quando a companhia que liderava as vendas nacionais de computadores enfrentou dificuldades financeiras ao se endividar com bancos para financiar seu crescimento, desta vez foi a Novadata, com fábrica em Ilhéus (BA), a buscar o artifício concordatário para evitar uma crise ainda maior.
De acordo com o anuário 100 Maiores de TI e Telecom, publicado pelo IDG, a Novadata, em 2005, teve um faturamento de aproximadamente 230 milhões de reais e era a quinta maior companhia do País na venda de desktops e notebooks, atrás de HP, Positivo, Dell e Lenovo.
Procurada, a companhia preferiu não dar entrevistas por conta do processo, mas uma fonte próxima ao assunto afirmou que a fabricante contratou uma consultoria que a ajude a preparar o plano de recuperação, que deverá ser apresentado ao juiz e em seguida colocado para a aprovação dos credores para que ela ingresse na recuperação judicial.
Segundo essa fonte, "a operação continua normalmente" tanto na fábrica como na distribuição das máquinas. Não é, entretanto, o que diz o mercado. Algumas empresas da cadeia de fornecedores de PCs afirmam que a companhia já estaria concordatária, enquanto outros admitem que ela encolheu bastante. "Pode não estar fechada, mas está longe de ser o que era", afirmou outra fonte, que também prefere não se identificar.


