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Thin versus Fat: O plano do Google para exterminar o Office
Por que documentos e aplicações essenciais devem ficar trancafiados em uma única máquina? A estratégia do Google para vencer o Office pode estar baseada nesse raciocínio.
Por InfoWorld, EUA
A longa batalha “thin versus fat” já começou. Ao que tudo indica, o Google está empenhado em acabar com a hegemonia da Microsoft minando a computação fat client no desktop. O alvo: nada menos que o Microsoft Office. A arma escolhida: aplicações thin client baseadas no navegador.
No mundo atual centrado na internet, o desktop caminha para ser pouco mais que um terminal para pessoas que se deslocam. Por que documentos e aplicações essenciais deveriam ficar trancafiados em uma única máquina? Por que não movê-los para a nuvem da internet e possibilitar que você trabalhe de qualquer lugar onde esteja, usando o dispositivo que houver à disposição? E, depois que seus documentos são libertados da prisão chamada PC, a colaboração está a apenas um clique de distância. Este é o argumento implícito por trás do Google Apps.
É claro que ouvimos profecias similares quando a web surgiu. Netscape e companhia iam mudar o mundo desktop – mas não mudaram. Desta vez, porém, a mola propulsora não é um bando de startups com grandes sonhos (embora algumas, como a Zoho, estejam no jogo), e sim um gigante corporativo abastado, com grana para torrar e talento para desperdiçar.
Então o Office como o conhecemos nos últimos 20 anos está condenado? Aqueles que viram um desfile incessante de possibilidades bombásticas podem ser perdoados por encarar esta mais nova mudança de paradigma de fat para thin clients como simplesmente mais uma novidade tecnológica que, quando passar, deixará a supremacia histórica de aplicações da Microsoft incontestável ainda por muitos anos. Dependendo do período de tempo, existem fortes argumentos a favor e contra esta posição.
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O plano do Google começa com um tropeço
O Google é uma tsunami. Tem talento. Dinheiro. Arrogância. Se alguém é capaz de transformar cloud computing em realidade e, assim, infligir uma grande derrota à Microsoft, é o Google.
No centro da estratégia do Google está a nuvem (cloud). Ele hospeda suas aplicações e seus dados, proporcionando o alcance onipresente do ciberespaço. Não há necessidade de um sistema operacional desktop ou de um pacote de aplicações complexo, nem do hardware mais avançado devorador de potência para rodá-lo. É um modelo de entrega de aplicação mais enxuto e responsável. Você poderia até defini-lo como esclarecido.


