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Windows XP: último bom sistema operacional da Microsoft?
Em artigo, o colunista do Computerworld, Mike Elgan, diz que o Windows Vista não satisfaz. E mais: barateá-lo não ajudará em nada.
Por Computerworld, EUA
Todo mundo está falando sobre o “Drivergate” — e-mails internos da Microsoft que mostram altos executivos da companhia lutando pessoalmente para usar produtos de hardware com o adesivo “Windows Vista Capable”. Os e-mails também mostram que a Microsoft baixou seu padrão para compatibilidade de hardware, visivelmente a fim de ajudar a Intel a impressionar Wall Street.
Esta revelação é a mais recente de uma longa série que leva a uma conclusão inevitável: o Windows Vista não satisfaz. (E barateá-lo não ajudará em nada.)
A compatibilidade de drivers é apenas um dos problemas. Outro é a interface intrincada que impede usuários comuns de terem controle sobre o sistema operacional.
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O Windows Mobile para telefones celulares sofre de mal semelhante. O sistema operacional em si não é horrível, apenas totalmente inadequado para celulares e outros dispositivos com tela pequena.
O Windows Mobile, visivelmente, abre mão da usabilidade para reproduzir o foco em WIMP (janelas, ícones, menus e dispositivos) dos sistemas operacionais desktop da Microsoft. Parafraseando o Dr. Phil, como está funcionando para você? Não ajudou a erodir a participação de mercado do Windows desktop e tampouco ajudou o Windows Mobile.
O problema maior não é o fato de os produtos mais novos da Microsoft serem inutilizáveis. A grande questão é que a companhia talvez tenha perdido a “habilidade” de criar bons sistemas operacionais. Talvez ela não consiga se desvencilhar de sua dogmática insistência na visão equivocada de aplicar a mesma “experiência Windows” a tudo, desde relógios de pulso a supercomputadores.
E há evidência de que uma falsa crença ou, no mínimo, um pensamento ilusório prevalece na Microsoft. Segundo o fundador e presidente do conselho, Bill Gates, a estimativa da Microsoft é de que “as buscas na internet serão feitas mais via voz do que por meio da digitação em um teclado”.
Bill, quer apostar 10 bilhões de dólares nisso? Duvido, inclusive, que a Microsoft corrigirá o problema do driver do Vista em cinco anos. A propósito, esta é a mesma pessoa que alardeou que a Microsoft resolveria o problema do spam até 2006.
A Microsoft nunca entendeu a importância da “simplicidade”, um conceito de design fundamental que a companhia sempre rejeitou para dar espaço à “riqueza de recursos” (isto é, inflado e complexo).
As interfaces com o usuário tipo Windows Vista estão com os dias contados. O futuro pertence ao que chamo de interface 3G, que substitui ícones e pastas sem graça por multitouch, gestos e 3D.
É imprescindível para a Microsoft que o próximo grande sistema operacional seja feito corretamente. Mas como?
O segredo está na iniciativa Surface. Certo, neste momento Surface é pouco mais do que um demo pré-lançamento utilizável para marketing.
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O demo do Surface fascina com sua virtude 3G. Mas o mais impressionante e surpreendente é que, de alguma forma, alguém na Microsoft foi autorizado a criar uma interface com o usuário aliviada da “compatibilidade” com duas décadas de código espaguete. Um conceito e tanto! E sem o botão “Iniciar”!
Outro sinal de esperança é que o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, parece concordar que o Surface é importante — ou, no mínimo, urgente. Ele anunciou que a Microsoft está acelerando o desenvolvimento de uma versão para o consumidor.




