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Mercado

HP compra EDS por US$ 13,9 bilhões

Aprovado por conselhos das duas empresas, acordo deve ser concluído até a metade deste ano.

Por IDG News Service

13 de maio de 2008 - 09h33
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A HP fechou nesta terça-feira (13/05) a compra da provedora de serviços EDS por 13,9 bilhões de dólares - ou 25 dólares por ação.

O acordo foi aprovado pelos conselhos das duas empresas e deve ser concluído até a metade deste ano. Segundo a HP, a compra vai mais que dobrar sua receita em serviços, que foi de 16,6 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007.

A operação irá reforçar a posição da HP para competir com a IBM, cuja divisão Global Technology Services há muito tem sido um forte gerador lucro para a empresa.

"Vejo isso como uma tentativa por parte da HP de realmente competir com a IBM de forma muito mais significativa, especialmente em serviços de TI e outsourcing", disse Dana Stiffler, diretora de pesquisa da AMR Research.

No entanto, mesmo após a fusão, a receita combinada das empresas em serviços globais ficaria 10 bilhões de dólares abaixo dos valores projetados pela IBM no segmento em 2007, destacou ela.

O mercado em jogo na fusão movimentou 672,3 bilhões de dólares mundialmente em 2006, um aumento de 6,4% sobre 2005, de acordo com um estudo divulgado pelo Gartner cerca de um ano atrás.

Na época, a IBM liderou o mercado com cerca de 48 bilhões de dólares em receitas - mais que o dobro da segunda colocada EDS, que faturou 21 bilhões de dólares. Apesar da diferença, o crescimento da EDS no período foi de 7,6%, contra apenas 1,8% da IBM. A receita da HP em serviços foi de 16 bilhões de dólares no período.

A operação irá reforçar os serviços da HP em algumas áreas, mas não em outras. A EDS daria um impulso à HP em serviços personalizados e gestão das infra-estruturas de serviços, mas nem tanto na gestão de aplicações de prateleira como Oracle e SAP, Stiffler disse.

"Outra coisa que [a aquisição] não dará à HP é uma forte presença em consultoria empresarial", ela acrescentou.

A compra faz sentido para a EDS, segundo a analista. Para ela, a empresa pode ter mais foco e tornar-se uma competidora mais viável no mercado.

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