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Onda de abertura de código: open source venceu?
Por Fábio Barros, do COMPUTERWORLD
“O que motiva nossa indústria é a mobilidade digital. A tecnologia tem que ser flexível o bastante para funcionar em qualquer lugar”, diz. Por conta disso, a companhia disponibilizou APIs (Aplication Programming Interface) para diversos de seus produtos. “Não cobraremos royalties por isso. Acreditamos que projetos que atendam necessidades de nossos clientes farão com que nossa plataforma seja a escolha natural destas empresas. Logo, a abertura deve nos trazer mais negócios”, afirma.
Mais conservadora, a SAP ficou a meio caminho entre o software proprietário e a abertura de seus códigos, o que não deixa de ser uma evolução quando se fala da gigante alemã. Logo após o SAP Forum 2008, a companhia divulgou um comunicado dizendo ter, de fato, “uma estratégia de co-inovação que inclui abrir parte dos códigos de seus aplicativos para que parceiros e clientes desenvolvam soluções adicionais e complementares às plataformas já comercializadas pela empresa. Isso significa que a empresa pode fornecer, mediante pagamento de royalties, a base tecnológica para que desenvolvedores criem soluções especializadas e diferenciadas”.
A abertura acontece, mas não será ampla, geral e irrestrita. Em seu comunicado, a companhia deixa claro que “isso não representa que nossos códigos serão abertos e livres para uso de toda a comunidade de desenvolvedores. Essa estratégia visa manter a SAP na liderança do mercado de sistemas de negócios, com a ajuda inovadora de nossa rede de desenvolvedores, que hoje inclui mais de 1,1 milhão de profissionais”.
No caso da Datasul, a abertura diz respeito somente às interfaces de seus aplicativos. A partir do próximo dia 31 de abril, a companhia vai disponibilizar ao mercado cinco componentes e, até outubro, mais dez, que serão de uso livre pela comunidade de desenvolvedores. “A influência do usuário sobre o mercado faz com que ele só veja a tela do programa. Não interessa a linguagem. Com isso, a tela passa a ser a parte mais importante do software e a ergonomia é uma questão forte”, diz Jorge Steffens, reconhecendo que a companhia não tem interesse no desenvolvimento de interfaces.
O executivo reconhece, no entanto, a possibilidade de tornar a abertura mais abrangente. “Faz parte de nossa estratégia, no futuro, abrir nossas APIs. Não sabemos onde o modelo vai dar, mas o futuro pode nos reservar a abertura de outros códigos ou abrir acesso às nossas aplicações”, diz. Pagani, da IDC, diz que é cedo para desenhar o futuro. “Estas empresas estão botando o dedo na água. Nos próximos cinco anos veremos como clientes, desenvolvedores e fornecedores se acomodam no novo modelo”.


