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Portugal Telecom assegura joint-venture com Telefônica

Executivos da operadora, estiveram nesta quarta-feira,5, em São Paulo, explicando que cancelaram a oferta pública de troca de ações da Telesp Celular em função de razões econômicas ligadas aos índices das bolsas de valores.

05 de setembro de 2001 - 14h14
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Mais do que explicar a retirada da oferta pública ds trocas de ações da Telesp Celular, os executivos da Portugal Telecom estiveram no Brasil para assegurar a joint-venture fechada com a Telefônica. <p>
O vice-presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, e Manoel Rosa da Silva, diretor da área corporativa da Portugal Telecom, estiveram nesta quarta-feira, 5, explicando os motivos que levaram a operadora a anunciar nesta terça-feira, 04, em Lisboa, a retirada da oferta de troca de ações da Telesp Celular.<p>
Segundo Costa, as razões que levaram a empresa a tomar essa medida foram ecônomicas. O executivo lembra que, desde o dia 21 de maio, quando foi anunciada a intenção da telco em lançar uma oferta de troca de ações da Telesp Celular, o índice do setor de telecomunicações na Europa registrou uma queda superior a 30%. O preço das ações da Portugal Telecom baixou 34% e o índice Bovespa – medido em euros – caiu 25%.<p>
“Na Europa, existe uma cláusula na qual é especificado que se as ações da Portugal Telecom ficassem durante três dias seguidos abaixo dos 7,01 euros por ação, retiraríamos a nossa oferta pública por ações da Telesp Celular”, afirma Costa.<p>
O executivo ressalta que do total dos ativos da empresa, 64% estão no Brasil, sendo que a Portugal Telecom, no ano passado, registrou um faturamento de quatro bilhões de euros.<p>
Em relação a joint-venture fechada com a Telefônica Celular - que engloba Telesp Celular e a Global Telecom, controladas pela Portugal Telecom e as operadoras celulares do grupo Telefônica -, Costa afirma que a parceria permanece sem alteração. <p>
“Ainda estamos esperando a aprovação da Anatel para que o negócio seja concretizado. Mas, até 2003, esperamos que os ativos das duas empresas estejam iguais, já que, hoje, a Telefônica possui 64% das ações, enquanto que nós, ficamos com 36%”.<p>

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