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Negócios

Brasil já representa 50% da Portugal Telecom

O presidente da holding Portugal Telecom, Francisco Murteira Nabo, anuncia que a operação brasileira já representa US$ 6 bilhões de ativos da operadora, o que a torna tão representativa e importante quanto a matriz.

Por Ceila Santos

03 de outubro de 2001 - 15h50
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O presidente da Portugal Telecom, Francisco Murteira Nabo, afirmou nesta quarta-feira, 3, durante evento da Telesp Celular, que o Brasil já assume 50% dos ativos da holding, o que representa um valor de US$ 6 bilhões. “A empresa já é metade brasileira e passa a ter uma relação de igual para igual com a operação portuguesa”, ressalta.<p>
O executivo elogiou o sistema tributário brasileiro em relação ao português, ao citar, os incentivos fiscais. "A lei fiscal brasileira trata com bastante carinho e proteção nossa operação diferente do sistema tributário de Portugal",revela.<p>
Murteira Nabo exemplifica a força do mercado nacional: "dos 16 milhões de clientes, cerca de 10 milhões são usuários da telefonia móvel, sendo que 50% se concentra no Brasil". A Telesp Celular contabiliza a marca de 5 milhões de usuários e, agora, parte para a busca da rentabilidade.<p>
“A Telesp Celular contará com o apoio da Global Telecom para amenizar sua dívida e receberá cerca de 1 bilhão de euros em suprimentos - empréstimos que poderão se tornar capital conforme a necessidade da operadora”, explica Miguel Horta e Costa, vice-presidente da Portugal Telecom.<p>
Costa reforça ainda que a joint venture entre Portugal Telecom e Telefônica -- cada uma com 50% do controle acionário -- está em processo de avaliação por parte da Anatel. “Isso ainda está sendo avaliado pelos bancos J.P. Morgan e Citibank”, explica.<p>
Murteira Nabo comenta também sobre as participações acionárias nos portais da Abril, batizado de Idealize, e no InvestNews, da Gazeta Mercantil: “Estamos próximos de encontrar uma solução para a participação no Idealize, da Abril”, destaca.<p>
Em relação ao montante de investimento destinado ao país, Carlos Vasconcellos, presidente da Telesp Celular, antecipa que está aguardando a definição dos padrões tecnológicos da terceira geração para avaliar qual seria a melhor distribuição de investimentos para o ano de 2002. “Dois fatores devem influenciar na escolha da 3G: o preço do terminal e a disposição dos aparelhos”, sinaliza.<p>

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