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Anatel reconhece que tem feito pouco pelo unbundling

Vice-presidente da Anatel, Luiz Francisco Tenório Perrone, admite que o órgão regulador tem sido pouco eficaz na soluçào de disputas pelo compartilhamento das redes. No entanto, ele garante que a agência não pretende interferir no mercado regulamentando o unbundling.

10 de outubro de 2001 - 17h33
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O Vice-presidente da Anatel, Luiz Francisco Tenório Perrone, admitiu nesta quarta-feira, 10, que o órgão regulador tem sido pouco eficaz em obrigar que as empresas adotem o princípio da isonomia no compartilhamento das suas redes.<p> Mesmo assim, Perrone garante que a Anatel não pretende criar regulamentos para obrigar as empresas a realizar a desagregação das redes (unbundling).<p> “A regulamentação é contraproducente para qualquer um”, disse ele.<p> O ideal, segundo Perrone, é que o próprio mercado chegue a um acordo sobre essa questão, embora reconheça as dificuldades momentâneas para que isso ocorra.<p> A Vice-presidente de Assuntos Externos e Serviços Locais da Embratel, Purificación Carpinteyro, disse que sua empresa tem sido uma das principais prejudicadas com a atual proposta de abertura do mercado de telefonia brasileiro e a demora na adoção do unbundling. <p>Segundo ela, nos Estados Unidos, após a abertura do mercado de telefonia local, cerca de 72% das linhas comercializadas pelas novas entrantes são provenientes de soluções de revenda e unbundling. Tal fato, no seu entender, não deverá ocorrer no Brasil, já que faltam critérios na discussão da desagregação das redes e, também, pelo fato de a Embratel estar sendo “discriminada” em relação à prestação do serviço de telefonia local.<p> Purificación explicou que, enquanto as novas prestadoras poderão optar, “segundo sua conveciência”, por quaisquer das 67 áreas de numeração e uma das três regiões do Plano Geral de Outorgas, a Embratel será obrigada a prestar telefonia local em no mínimo uma das três regiões.

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