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Palm do Brasil espera equilibrar varejo e corporativo

Para Alexandre Szapiro, gerente geral da subsidiária da fabricante norte-americana de computadores pessoais, embora as vendas no varejo representam 70% do faturamento da operação local, o mercado corporativo deve equilibrar os resultados ainda este ano.

Por Daniela Braun

29 de julho de 2002 - 12h41
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Para Alexandre Szapiro, gerente geral da Palm do Brasil, subsidiária da fabricante norte-americana de computadores pessoais, embora as vendas de palmtops no varejo representam 70% do faturamento da operação, no País, o mercado corporativo deve equilibrar os resultados ainda este ano.

O executivo que assumiu o comando da Palm do Brasil — substituindo Gianfranco Coppola, que deixou a empresa na segunda-feira, dia 22 — há cerca de 30 dias, foi um dos fundadores do site de comércio eletrônico Submarino.

Entre os caminhos para aumentar o uso dos palmtops entre empresas, está a tendência de substituição de notebooks pelo Palm, além de aplicações de negócios além da automação da força de vendas.

“A parceria mundial com a IBM também nos ajudará muito neste sentido”, comenta o executivo em entrevista ao CW Online , referindo-se à aliança firmada entre as duas matrizes para o suporte à plataforma de serviços Web da big blue. Segundo Szapiro, no entanto, ainda não há formalização da parceria no País.

Entre os exemplos destacados pelo executivo estão uma aplicação de CRM (Customer Relationship Management) na vistoria de edifícios pelo Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte (MG). Outro caso recente envolve o monitoramento do nível de medicamentos utilizados em hospitais para evitar infecções hospitalares, pelo laboratório Pfizer. Atualmente, a Palm do Brasil conta com 3 mil desenvolvedores cadastrados.

“O grande problema para o crescimento dos palmtops é as pessoas entenderem que o PDA (Personal Digital Assistant) é mais do que uma agenda”, comenta Szapiro que aposta na substituição de laptops por Palms nos próximos dois anos.

Quando se trata de comunicação, Szapiro afirma que a Palm aposta no uso do celular e do palmtop de forma separada, no futuro. “Os terminais ainda não utilizados pelas pessoas para o uso de voz e não de dados”, observa o executivo.

Em relação à operação local, que soma sete funcionários, Szapiro afirma que não há mudanças. A estratégia de comercialização por meio de canais — os distribuidores são SND, MDX e Tech Data — também não sofre retoques, segundo o gerente geral da empresa que não releva resultados financeiros.

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