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Embratel reivindica intervenção na Telefônica

A vice-presidente para Serviços Locais da Embratel, Purificación Carpinteyro, denunciou, nesta sexta-feira, 20, o bloqueio da interconexão por parte da Telefônica nas cidades de São Paulo, Bauru e Santo André. "Queremos uma solução imediata da Anatel. É uma violência contra o serviço de telecom", desafiou a executiva.

20 de dezembro de 2002 - 13h29
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Esquenta a briga entre Embratel e Telefônica nos serviços locais. <p>Durante o evento de início das operações do serviço no Rio de Janeiro, a vice-presidente de serviços locais, Purificación Carpinteyro, denunciou o bloqueio da interconexão nas cidades de São Paulo, Santo André e Bauru pela Telefônica. <p>
O serviço foi ativado nesta quinta-feira, 19, mas foi suspenso nesta sexta-feira, 20, uma vez que a Embratel não aceitou as condições impostas pela Telefônica, denunciou a executiva. <p>"Estamos solicitando uma intervenção imediata da Anatel na Telefônica. O bloqueio é uma atitude de violência contra o setor de telecomunicações. A interconexão é obrigatória no contrato de concessão", dispara Purificación Carpinteyro. <p>
A Telefônica reivindica para assinar os termos de contrato de interconexão, a retirada do tráfego de acesso discado à Internet do modelo de remuneração entre as carriers. Segundo a Telefônica, a Embratel por deter o tráfego nacional de Internet, teria uma vantagem financeira sem procedente na negociação. <p>
"O modelo existe desde sempre. O ato da Telefônica é um desrespeito aos clientes, que já estavam conectados à rede da Embratel em São Paulo, entre eles, Lojas Renner, Philips do Brasil e Crefisa. Eles não estão mudos, mas são obrigados a utilizar as linhas da telefônica e não o nosso serviço", explicou Carpinteyro. <p>
Presente ao evento no Rio de Janeiro, o deputado Alexandre Cardoso, do PSB, informou que está solicitando à Anatel e ao Ministério das Comunicações, uma explicação oficial sobre a situação do setor de telecomunicações. O pedido será encaminhado à Comissão Permanente do Congresso Nacional. <p>
"O PSB foi contrário à privatização, mas a aceitou porque estava ligada ao fim do monopólio no setor. Mas, não é isso que estamos vendo. As divergências são grandes entre os players e o serviço público não pode ser prejudicado. Uma operadora não pode bloquear outra", finalizou o executivo.

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