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Microsoft prepara mudança no licenciamento de servidores

A partir do dia 1 de abril, a política de licenciamento de servidores da empresa será alterada, seguindo uma diretriz mundial da companhia. O cliente terá mais opções contratuais e ficará com a responsabilidade de decidir qual fórmula se adapta melhor às suas necessidades.

19 de março de 2003 - 10h00
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Ricardo Cesar

Os clientes corporativos da Microsoft devem ficar atentos: a partir do dia 1 de abril, a política de licenciamento de servidores da empresa será alterada. Trata-se de uma diretriz mundial da companhia que também afetará o Brasil. Os atuais modelos de licenciamento não serão extintos, mas complementados por novas modalidades. Caberá a cada cliente decidir qual fórmula se adapta melhor às suas necessidades.

Até o final do ano passado, para licenciar um servidor da Microsoft o cliente tinha de comprar a licença do servidor e também as chamadas de Server Client Access License (Server CAL), que representam uma licença por cada cliente que acessa o servidor. A Microsoft definia que cada cliente significava um equipamento (um desktop, por exemplo).

A partir de 1 de abril, o cliente poderá optar por continuar pagando esta licença de acordo com o número de equipamentos ou então segundo a quantidade de usuários. "Um call center pode considerar mais vantajoso pagar por dispositivo, já que a mesma máquina é utilizada por diferentes usuários em vários turnos", explica Silvia Fernandes, gerente de licenciamento da Microsoft Brasil. "Já no caso de um funcionário que acessa o servidor por um celular, um PC no trabalho e um notebook em casa, a modalidade por usuário pode ser mais interessante."

Silvia comenta que a decisão é decorrência de mudanças na forma de trabalhar – "antes o acesso era só via PC, hoje pode ocorrer por diversos equipamentos" – e também por uma demanda dos clientes da Microsoft, que pediam mais flexibilidade em seus contratos.

Outra novidade será o controle dos acessos externos ao servidor. Como é cada vez maior o número de parceiros comerciais que se conecta ao servidor de fora da empresa, a Microsoft oferecerá o "External Connector" para servidores Windows. Trata-se de um software que garante direito de acesso externo ilimitado ao servidor, por um preço fixo. "O usuário também poderá optar. Se tiver muitos acessos externos, deve escolher o Connector; se tiver poucos acesso de fora, pode licenciar individualmente os usuários", diz Silvia.

Além disso, uma série de servidores será licenciada independente da quantidade de usuários ou máquinas, segundo o número de processadores que o servidor possui. Na verdade, a modalidade de pagar por processador já existia há alguns meses. Mas o usuário pagava de acordo com a capacidade da máquina - e não pelo uso efetivo dos processadores.

Assim, se a empresa tinha um servidor com quatro processadores rodando BizzTalk e SQL, precisava comprar quatro licenças de processadores para cada produto, mesmo que cada um deles utilizasse apenas dois processadores da máquina. Ou seja, pagava oito licenças. Agora o cliente pagará só pelo processador usado. O próprio sistema operacional avisa quais processadores estão sendo utilizados. Portanto, no exemplo acima pagaria quatro licenças - dois processadores para cada função.

Confira quais produtos estão dentro das novas regras da Microsoft:

Licenças por equipamento ou por usuário:

  • Microsoft Windows Server
  • Windows Server Terminal Server
  • Microsoft Exchange Server
  • Microsoft SharePoint Portal Server
  • Microsoft SQL Server
  • Microsoft Project Server

Licenças por número de processadores:

  • Microsoft SQL Server 2000
  • Microsoft BizTalk Server 2002
  • Microsoft Commerce Server 2002
  • Microsoft Content Management Server 2001
  • Microsoft Host Integration Server 2000
  • Microsoft Internet Security and Acceleration Server 2000
  • Microsoft Application Center 2000
  • Microsoft Operations Manager 2000

Como o anúncio da mudança é muito recente, a Microsoft Brasil ainda está em processo de adaptação. A companhia não sabe avaliar com precisão o impacto que as mudanças terão nos negócios da subsidiária brasileira ou quantos clientes devem solicitar alterações contratuais.

O próximo passo será avisar os clientes corporativos de grande porte – o principal alvo das mudanças – e auxiliá-los para que compreendam as modificações. "As mudanças tornaram os contratos mais flexíveis, o que traz muitas vantagens. Mas, por outro lado, o cliente ficou com a responsabilidade de escolher corretamente qual modalidade é mais apropriada em cada caso", diz Silvia.

A Microsoft permitirá aos clientes que possuem um modelo vigente de contrato realizar modificações sem custo adicional até 31 de dezembro deste ano. "É um prazo para reavaliar os contratos", explica Silvia.

O preço de cada licença não muda e é possível optar por um modelo misto, com uma parte dos funcionários pagando licença por equipamento usado e outra parte por número de usuários que acessam o servidor, por exemplo.

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