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Negócios

Ações da IdeiasNet valorizam-se 195% em dois meses

No ano, a alta é de 36,6%, duas vezes superior ao desempenho do índice Ibovespa, que atingiu 19,11%.

18 de junho de 2003 - 16h09
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Ralphe Manzoni Jr., da Business Standard

A crise do mercado acionário mundial atingiu com mais força as empresas de internet e de tecnologia. Enquanto muitos empreendimentos do mundo pontocom fecharam, outros observaram suas ações virarem pó ou desvalorizarem-se aceleradamente.

Não foi diferente com a única empresa de internet e tecnologia com capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a IdeiasNet. Desde que abriu o capital, em junho de 2001, suas ações desvalorizaram-se 95% sobre o preço do IPO (oferta inicial de ações), que foi de R$ 11. Em abril, elas chegaram ao fundo do poço: R$ 0,20.

Nos últimos dois meses, no entanto, subiram 195%. Hoje, dia 18 de junho, estão sendo comercializadas a R$ 0,59 no pregão. No ano, a alta é de 36,6%, duas vezes superior ao desempenho do índice Ibovespa, que atingiu 19,11%. “O mercado começa a sentir que as empresas que sobreviveram ao duro inverno de 2001 e 2002 têm planos de negócios consistentes”, acredita Rodin Spielmann, diretor financeiro e de relações de mercado da IdeiasNet.

A IdeiasNet é uma holding que investe em empresas de internet e tecnologia. Lançou ações na Bovespa ainda sob o impacto da supervalorização das empresas do ramo. Mas, depois de seu IPO, a bolha da especulação começou a murchar até estourar no final de 2001, deflagrando uma grave crise no mercado acionário mundial.

A Nasdaq, meca das empresas da chamada Nova Economia, caiu dos 5 mil pontos para o patamar de 1.600 pontos. E o próprio Dow Jones, pregão onde são comercializadas as ações das empresas tradicionais, mantém-se abaixo dos 10 mil pontos há tempos.

A IdeiasNet, então, teve que sobreviver em meio a está crise. Dos 19 projetos em que investia passou para os atuais 10: SoftCorp, iMusica, Hands, iVox, Construbid, Sadig, Raspajá, 5Minutos, iLogística e DotComm. Todos eles, de acordo, geram caixa e, em alguns casos, já atingiram o equilíbrio financeiro operacional e são lucrativos.

A SoftCorp, por exemplo, revenda de informática, fatura 4 milhões de reais mensais e só não está no azul por o grupo resolveu investir na expansão para outras cidades, além de São Paulo.

O iMusica, que atua no complicado segmento de download de músicas, também está no equilíbrio financeiro e em vez de vender diretamente as canções fechou uma série de parcerias com sites de comércio eletrônico, como Americanas.com, Saraiva e Som Livre, para fornecer a tecnologia, além de grandes gravadoras. Agora, a acaba de entrar no segmento de distribuição de vídeos online, com o acordo com a TeleImage.

No primeiro trimestre de 2003, a IdeiasNet conseguiu reduzir seu prejuízo 73,6%, em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 648 mil. Os custos operacionais estão abaixo dos R$ 100 mil. “Não será surpresa se o resultado for positivo no final de 2003”, acredita Spielmann.

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