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IDC: pré-pago deve crescer na base móvel até 2007

O instituto de pesquisas prevê que 74% da base de assinantes móveis adotem o modelo pré-pago. Ano passado, a taxa foi de 72%. Analista afirma que a alta penetração não compromete receita das celulares.

Por World TELECOM

03 de julho de 2003 - 15h05
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Ceila Santos, do World Telecom

O modelo pré-pago saltou de 58%, em 2001, para 72%, ano passado, entre os assinantes da telefonia móvel do País. E deve seguir este ritmo representando 74% dos assinantes ao final de 2007. Esta é a constatação feita pelo estudo da IDC Brasil, que registrou um total de 35,1 milhões de usuários entre as celulares, em 2002, contra 28,4 milhões registrados no ano anterior.

Ricardo Costa, analista de pesquisas de wireless da IDC Brasil, afirma que a alta penetração do modelo pré-pago não compromete o equilíbrio financeiro das celulares devido a receita gerada com as tarifas de interconexão e os usuários pós-pago. "Estima-se que a interconexão represente cerca de 5% da receita do setor", informa.

Apesar da base pré-paga não desequilibrar a receita das celulares, o ARPU (Receita Média por Usuário) é considerado o maior desafio do setor. Uma das alternativas para reverter este cenário é estimular a venda de serviços para a base pré-paga, que deve se estabilizar nos próximos quatro anos com o acirramento da concorrência. Outra sugestão do instituto de pesquisa é estimular a demanda de dados. Ano passado, 19% do total de assinantes utilizaram os serviços de SMS (Short Message Service) ou WAP. Nos próximos cinco anos, a IDC Brasil estima que metade dos usuários utilize estes serviços.

A disputa entre os grandes grupos promete crescer com a introdução do CSP (Código de Seleção da Prestadora), a partir do dia 6 de julho. "Operadoras como Oi e Vivo poderão criar facilidades em função da sinergia com as fixas Telemar e Telefônica para o uso do código de longa distância, o que certamente será um fator competitivo", observa Costa.

A expectativa da IDC é de que o mercado cresça em média 4,35% até 2007, ocasião em que a base de assinantes deve chegar a pouco mais de 49 milhões de usuários no Brasil, atingindo um índice de 25,4%. A alta penetração do pré-pago refletida no roteamento do tráfego -- 36% do total das ligações correspondem ao tráfego de entrada -- deve se manter nos próximos cinco anos.

 

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