Publicidade

Negócios

Metron admite conversas com investidores

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 01, a fabricante nacional reconhece estar em meio a um processo de reestruturação. Há a possibilidade de que um sócio asiático tenha participação na companhia.

Por Computerworld

01 de agosto de 2003 - 12h02
página 1 de 1

A Metron, uma das principais fabricantes brasileiras de computadores, está prestes a completar um processo de reestruturação. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 01, a empresa reconheceu que a iniciativa foi motivada pela instabilidade econômica que vem assolando o País desde o ano passado. Para que essa mudança seja finalizada, a companhia está conversando com potenciais investidores e players do mercado internacional para viabilizar um aporte de capital ainda este ano.

Ainda de acordo com o comunicado, desde o último mês de fevereiro, após um período marcado por dificuldades desencadeadas pela desvalorização cambial e pelo alto custo do dinheiro, a Metron optou por mudar sua estratégia, excluindo algumas linhas de produtos e terceirizando parte da produção de seus equipamentos de varejo com a Solectron.

Com isso, a empresa baixou o número de funcionários de 360 para 250. Como conseqüência, o faturamento para este ano deve chegar a aproximadamente R$ 200 milhões para uma produção de 110 mil máquinas – em 2002, a receita foi de R$
400 milhões para 200 mil equipamentos comercializados – embora agora com perspectiva de retomada de crescimento, uma vez que as despesas financeiras já foram reduzidas.

A partir de agora, não faz parte dos planos da empresa recorrer aos bancos em busca de capital de giro. Sua estratégia é obter recursos através da capitalização por investidores, chegando até a dividir o controle acionário. Para atrair os investidores, a Metron se baseou na experiência com exportação, como aconteceu em Portugal, associada ao crescimento e desempenho apresentado nos últimos anos.

Grandes players do mercado internacional enxergam na Metron a parceira ideal para entrar no País. "A China, por exemplo, tem empresas que produzem mais de um milhão de máquinas ao ano e podem ter interesse em adquirir participação em uma corporação que gera mais 200 mil equipamentos e ainda tem muito espaço para crescer", ressalta Leone Piccioto, presidente da companhia.

O modelo de negócio para essa possível parceria está se definindo através de conversas com algumas empresas candidatas a participar como sócia estratégica. "Nosso planos incluem retomada de crescimento, reconquista da liderança em vendas, com ganho de rentabilidade tanto no varejo, quanto no corporativo e retomada das exportações", finaliza o presidente.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld