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Grandes empresas forçam invasão Linux nos desktops

Inspiradas pela movimentação entre os usuários corporativos, IBM, Sun, HP e Dell aumentam o número de desktops Linux dentre seus produtos.

Por PC World

26 de novembro de 2003 - 15h23
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Inspiradas pela movimentação entre os usuários corporativos do Linux e com a chegada do novo sistema operacional da Microsoft, o Longhorn, só para depois de 2005, IBM, Sun, HP e Dell aumentam o número de desktops Linux dentre seus produtos.

A IBM, por exemplo, pretende implementar um largo programa de suporte técnico para Linux nos seus desktops corporativos.O que torna a situação mais favorável ao sistema do pinguim são os esperados anúncios de HP e Dell sobre os mesmos programas de suporte técnico para o começo do ano que vem, de acordo com o familiar de um executivo do setor que conhece ambos os planos e pediu anonimato.

"Você conseguirá ver anúncios similares da HP e da Dell durante janeiro no site LinuxWorld. Se a IBM vai fornecer suporte aos desktops Linux, provavelmente essas duas empresas também o farão", revelou a fonte.

A Sun também tem pressionado seus clientes com o Linux no desktop e sua suite StarOffice. "Os clientes terão razões mais fortes para considerar alternativas ao Windows", disse Hal Stern, CTO da Sun Services. Antes de tudo, o custo da plataforma e licensiamento Microsoft são considerados maiores que os de Linux, segundo Stenr.

Em segundo lugar, o número de usuários e desktops com acesso a Linux aumentou consideravelmente. E terceiro, uma proliferação de clientes "sem estado", como os sistemas Sun Ray, oferecem a usuários opções que não sejam Windows. A própria Red Hat está se preparando para uma violenta ação de divulgação Linux.

"Você não vê muitas companhias mudando seus desktops para Linux entre a equipe administrativa e empregados em geral. Mas você verá muitos exemplos desse em 2004. Acho que o clímax será em 2005", disse John Young, vice-presidente de marketing da Red Hat. Nesse meio tempo, a Red Hat está trabalhando para integrar da melhor forma o Linux com a infraestrutura existente.

"Há ainda uma série de evoluções que nós podemos fazer no ambiente desktop e estamos focando nessas modificações, como segurança e gerenciamentos de arquivos mais sofisticados", revelou Young.

Representantes IBM disseram que alguns grandes clientes estão interessados em Linux nos desktops como parte de um plano maior para mudar suas arquiteturas e diminuir os custos de desenvolvimento. "Não há dúvida sobre o crescimento do Linux em desktops", disse Scott Handy, vice-presidente do departamento de desenvolvimento de estratégias e mercado Linux da IBM.

"A maioria dos usuários mudará seus desktops Windows para Linux numa mudança de arquitetura que durará entre três e cinco anos, e não em uma mudança relâmpago de um ano apenas para cortar custo em 2004".

"A melhor maneira de o Linux competir no mercado de desktops é oferecer uma arquitetura final que trabalhe com handhelds, desktops e servidores", comenta Dana Gardner, analista sênior do Yankee Group.

Mais que isso, a confluência dos esforços dos vendedores Linux deverá ser provada com o tempo. Enquanto o Longhorn não é esperado até 2005, o Linux pode muito bem usar esse tempo para tomar uma grande fatia da Microsoft.

"Se considerarmos o tempo que o Longhorn demorará para chegar e toda a pressão que estamos vendo do Linux no desktop, podem concluir que os vendedores Linux têm uma ótima oportunidade para conquistar espaço", afirma Stephen O'Grady, analista sênior da RedMonk.

Exemplificando toda a história, o IDC espera que, no começo de 2004, o Linux se tornará o número 2 em desktops, logo atrás do Windows.

[ InfoWorld, com tradução da PC World]

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