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Negócios

Intel pode criar chips para TVs

Segundo analistas, com a iniciativa os preços dos equipamentos poderiam cair causando uma explosão para o mercado de televisão digital.

Por PC World

19 de dezembro de 2003 - 12h55
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A Intel pode mudar o modo como você assiste televisão. A companhia planeja produzir chips para televisores digitais e analistas acreditam que isso pode causar uma reviravolta nesse mercado. Os preços desses equipamentos poderiam cair mais rápido que o esperado, causando uma explosão rápida para o mercado de televisão digital, de acordo com analistas.

A notícia foi dada ontem pelo jornal norte-americano "The New York Times". Segundo o diário, o presidente da Intel e executivo-chefe de operações, Paul Otellini, vai dar uma prévia dos planos da companhia para televisores digitais que usam tecnologia de cristal líquido em silício (LCOS) durante a feira Consumer Electronics Show, que ocorre em janeiro, em Las Vegas.

Segundo a reportagem, os projetos de televisores com os chips podem criar aparelhos de baixo custo em tamanhos equivalentes aos de telas digitais LCD e de plasma disponíveis atualmente. Um porta-voz da Intel não fez comentários sobre a reportagem.

A tecnologia LCOS concorre com o padrão atual para chips de TVs para projeção por trás (rear projection televisions, RPTVs), o Digital Light Projector (DLP), da Texas Instruments. "Não há muita concorrência nesse mercado, dominado pela Texas", disse Richard Doherty, diretor de pesquisas da Envisioneering Group, de Nova York.

Os chips DLP usam diversos espelhos que refletem imagens em uma tela. A luz é enviada através dos espelhos, controlados por um processador separado e um chip de memória em uma tela grande, criando imagens.

Os espelhos necessários para produzir essa imagem são caros, e inserir espelhos adicionais a um único chip - como resultado de demanda por telas maiores - também é caro, segundo o analista. Mas consumidores que querem uma tela grande ainda vão pagar menos por um televisor com tecnologia DLP do que pagariam por um LCD ou TV de plasma do mesmo tamanho, de acordo com Doherty.

A tecnologia LCOS foi projetada para reduzir o valor das TVs ao combinar as qualidades refletivas do cristal líquido com a economia de volume dos transistores de silício, mais baratos de produzir em grandes quantidades do que os espelhos. Esses transistores formam a imagem diretamente de um sinal digital, e então a luz passa pelo cristal líquido para projetar a imagem em uma tela maior.

"Essa técnica resulta em processadores fáceis de produzir, já que as companhias desse setor vêm fabricando transistores há décadas", afirma Doherty. Os chips LCOS são ainda menores que os DLP, permitindo aos designers de produtos reduzir o tamanho dos aparelhos para competir com os LCD e plasma.

"O anúncio da Intel pode mudar dramaticamente o mercado de televisores RPTV", disse a analista Ashley Domis, da californiana ARS. "Se a Intel conseguir produzir chips de baixo custo que permitir aos designers criar aparelhos mais baratos que os baseados em DLP e tão finos quanto os de plasma ou LCD, esse mercado vai crescer de maneira significativa", avalia.

Fabricantes de PCs, como Dell e Gateway, entraram na corrida pelo desenvolvimento de telas LCD por causa das altas margens de lucro desses produtos, de acordo com Domis. Aparelhos de TV com projeção traseira não são interessantes para essas companhias por causa de seu tamanho e pelas baixas margens, mas esse cenário pode mudar com a entrada de chips da Intel.

A Gateway vende nos Estados Unidos uma TV de 56 polegadas com chip DLP por 3.799 dólares. Para comparação, uma TV de plasma de 46 polegadas, também da Gateway, custa 3.499 dólares.

[ IDG News Service
Com tradução de PC World ]

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